Adolescentes suspeitos de matar cão Orelha serão ouvidos após retornarem dos EUA
Dois adolescentes suspeitos de envolvimento nas agressões que levaram à morte do cachorro comunitário Orelha, na Praia Brava, em Florianópolis, deverão ser ouvidos pela Polícia Civil na próxima semana, após retornarem de uma viagem aos Estados Unidos. A informação foi confirmada pela Polícia Civil, que afirmou que a viagem havia sido planejada antes da morte do animal.
ATENÇÃO! QUER FICAR POR DENTRO DAS PRINCIPAIS NOTÍCIAS DE CONCÓRDIA E REGIÃO EM TEMPO REAL?Quatro adolescentes são suspeitos de envolvimento na morte de Orelha, que vivia há mais de 10 anos na região da Praia Brava e era cuidado por moradores e pescadores. A Polícia Civil também identificou três adultos suspeitos de envolvimento em ações de coação no curso da investigação, todos parentes dos adolescentes investigados.
Na manhã desta segunda-feira (26), uma operação da Delegacia de Proteção Animal (DPA) e da Delegacia de Atendimento ao Adolescente em Conflito com a Lei (Deacle) cumpriu três mandados de busca e apreensão em Florianópolis. Dois deles ocorreram em endereços ligados a adolescentes suspeitos. Durante a ação, foram apreendidos celulares e outros dispositivos eletrônicos, que passarão por análise e devem auxiliar no avanço das investigações.
Além disso, a polícia fez buscas na residência de um adulto investigado por suposta coação de uma testemunha, com o objetivo de localizar uma possível arma de fogo que teria sido usada na ameaça. O item não foi encontrado, mas os policiais localizaram drogas para uso pessoal no local.
Entenda o casoMoradores do bairro Praia Brava, na região Norte de Florianópolis, pedem justiça após Orelha ficar gravemente ferido a pauladas no dia 15 de janeiro. Após a agressão, o animal foi encontrado com vários ferimentos em uma área de mata da Praia Brava e levado ao veterinário por moradores. Não foi possível salvá-lo e, por isso, ele foi submetido à eutanásia.
Uma das moradoras da Praia Brava fez uma postagem em uma rede social afirmando que o ato chegou a ser filmado por um vigia do local. Segundo ela, ao divulgar as imagens o vigia teria sido ameaçado por pais dos suspeitos.
A situação provocou revolta na comunidade. No último sábado (17), moradores se reuniram em uma mobilização para cobrar justiça.
Próximos passosSegundo a 10ª Promotoria de Justiça, a investigação estava na fase de oitivas, ou seja, na coleta de depoimentos, além de outras buscas. Já foram ouvidos diversos envolvidos no caso, e novos depoimentos irão ocorrer nos próximos dias, com o avanço das investigações.
A Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso (Dpcami) deve concluir a fase de coleta de depoimentos nos próximos dias e encaminhar o procedimento ao Ministério Público. Em seguida, a 10ª Promotoria de Justiça dever ouvir os adolescentes supostamente envolvidos e dar os devidos encaminhamentos.
Fonte: NSC