Cinco feminicídios em uma semana acendem alerta para desafio da prevenção e padrão que se repete

por: Aliança News

Santa Catarina registrou cinco feminicídios em apenas sete dias. Os crimes ocorreram nos municípios de Ipira, Faxinal dos Guedes, Vargem, Cocal do Sul e Itajaí, envolvendo homens que mantinham ou haviam mantido relacionamentos afetivos com as vítimas.

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Apesar de terem ocorrido em diferentes regiões do Estado, os casos apresentam características semelhantes às identificadas pelo Mapa do Feminicídio, elaborado pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC).

O diagnóstico, lançado neste ano, aponta que os feminicídios seguem padrões que podem ser identificados previamente. Entre os casos analisados, mais de 45% tiveram como fator desencadeador o término do relacionamento.

O dado evidencia como a decisão da mulher de encerrar uma relação pode representar um momento de maior risco. Em muitos casos, a violência é utilizada pelo agressor como forma de punição diante da perda do controle sobre a companheira ou ex-companheira.

A coordenadora-geral do Núcleo de Enfrentamento às Violências e Apoio às Vítimas do MPSC e responsável pelo estudo, promotora de Justiça Ximene Luiz e Resenes Marcon, afirma que o principal desafio está em evitar que as situações de violência evoluam para o feminicídio.

Segundo ela, o sistema de Justiça tem conseguido identificar, processar e condenar os responsáveis pelos crimes. No entanto, ainda é necessário aperfeiçoar os mecanismos de prevenção e proteção integral às mulheres.

O Ministério Público destaca que, quando uma situação de risco é identificada, os serviços especializados precisam atuar para interromper o ciclo de violência e evitar um desfecho fatal.

Prevenção e rede de proteção

O enfrentamento ao feminicídio exige a participação conjunta das instituições e da sociedade. Entre as medidas apontadas pelo MPSC estão o fortalecimento das redes de proteção, a identificação precoce de situações de risco e a garantia de condições para que as mulheres possam exercer sua autonomia e seus direitos.

O diagnóstico também reforça a importância de reconhecer os sinais de violência e buscar ajuda antes que as ameaças e agressões se agravem.