Claudia Hoeckler afirma em depoimento: “Não sou assassina, sou sobrevivente!”
O julgamento de Claudia Tavares Hoeckler, acusada de matar o marido Valdemir Hoeckler e ocultar o corpo em um freezer, foi retomado na manhã desta sexta-feira (29) em Capinzal. A sessão havia sido suspensa na noite anterior, após a ré passar mal durante o interrogatório e precisar de atendimento do Corpo de Bombeiros.
ATENÇÃO! QUER FICAR POR DENTRO DAS PRINCIPAIS NOTÍCIAS DE CONCÓRDIA E REGIÃO EM TEMPO REAL?Os trabalhos reiniciaram por volta das 8h30, com a continuidade do depoimento de Claudia, conduzido pela juíza Jéssica Evelyn Campos Figueredo Neves. Em seu relato diante do conselho de sentença, a ré afirmou:
- “Eu amava ele, mas tinha medo dele.”
- “Ninguém nunca vai saber o que eu passei, o que eu sentia.”
- “Se eu chegasse cinco minutos atrasada em casa, você não tem ideia do que eu passava.”
- “Eu sou uma assassina? Não, eu sou uma sobrevivente.”
Claudia reforçou a tese da defesa de que viveu durante duas décadas sob violência e medo dentro do relacionamento.
Ainda nesta manhã, o interrogatório poderá incluir questionamentos do Ministério Público, da defesa e dos jurados, sendo que a acusada tem o direito de permanecer em silêncio.
Na sequência, terão início os debates entre acusação e defesa, com possibilidade de réplica e tréplica. Depois, serão lidos os quesitos, que serão votados em sigilo pelos jurados.
A sentença será anunciada em plenário pela juíza, com previsão de que os trabalhos se estendam ao longo de todo o dia, incluindo intervalos programados.
Fonte: Eder Luiz