Concórdia registra queda histórica de 94% nos casos de dengue em 2025
Um levantamento obtido pelo jornalismo da Massa FM, através de dados fornecidos pela Vigilância Epidemiológica de Concórdia revela um cenário bastante positivo no enfrentamento à dengue no município em 2025. Ao longo do ano, foram confirmados 140 casos da doença.
ATENÇÃO! QUER FICAR POR DENTRO DAS PRINCIPAIS NOTÍCIAS DE CONCÓRDIA E REGIÃO EM TEMPO REAL?O número é significativamente menor em comparação com 2024, quando 2.407 pessoas foram infectadas, representando uma redução de aproximadamente 94%. Os dados mostram que, em 2025, Concórdia contabilizou 767 casos suspeitos de dengue, dos quais 627 foram descartados após exames laboratoriais.
Ainda segundo os dados disponibilizados pela coordenadora da vigilância epidemiológica de Concórdia, Eliani Mortari, além dos casos confirmados, 16 pacientes precisaram de internação, porém nenhum óbito foi registrado no município.
Na comparação histórica, a queda chama ainda mais atenção. Em 2023, por exemplo, Concórdia havia registrado 516 casos positivos de dengue, o que reforça o avanço nas ações de prevenção e controle do mosquito Aedes aegypti.
Entre os locais com maior concentração de casos positivos em 2025, o bairro Frei Lancy lidera o ranking, com 30 confirmações, seguido pela Vila Jacob Biezus (23), Loteamento Bussolaro (20) e Petrópolis (18). Outros bairros do município somam 49 casos de forma dispersa.
O levantamento também aponta registros de chikungunya em Concórdia neste ano. Foram 42 casos suspeitos, com 14 confirmações e 28 descartes.
Em relação ao combate ao vetor, a Vigilância identificou 426 focos do mosquito Aedes aegypti ao longo de 2025, número que reforça a necessidade de manutenção das ações preventivas, mesmo com a expressiva queda nos casos.
Outro dado importante é a identificação, entre os casos positivos de dengue, dos sorotipos DENV-2 e DENV-3, o que exige atenção contínua das autoridades de saúde.
A coordenadora da Vigilância Epidemiológica reforça que, apesar do cenário favorável, a colaboração da população segue sendo fundamental. Eliani lembra que, especialmente, a população deve atuar na eliminação de água parada, principal fator para a proliferação do mosquito transmissor.