Concordia Saneamento completa um ano: Em 2025, foram investidos 12 milhões no sistema
A Concordia Saneamento completa nesta quarta-feira, dia 28, um ano de atuação em Concórdia, período marcado por desafios iniciais, ajustes operacionais e avanços no sistema de abastecimento de água do município. O balanço do primeiro ano foi apresentado pelo superintendente da empresa, José Roberto Epstein, em entrevista ao programa Microfone Aberto da Massa FM, na manhã desta segunda-feira (26).
ATENÇÃO! QUER FICAR POR DENTRO DAS PRINCIPAIS NOTÍCIAS DE CONCÓRDIA E REGIÃO EM TEMPO REAL?Segundo Epstein, o início da operação foi naturalmente turbulento, especialmente por conta da transição após mais de cinco décadas de atuação da antiga concessionária. Problemas pontuais de falta de água e reclamações da população marcaram os primeiros meses, até que a nova equipe conseguiu absorver o conhecimento técnico do sistema. Passados os primeiros 100 dias, a operação foi gradualmente estabilizada, com a resolução dos pontos mais críticos.
Um dos destaques apontados pelo superintendente foi o fato de Concórdia ter passado pelo último período de festas de fim de ano sem registros de problemas crônicos no abastecimento, mesmo diante das chuvas intensas na virada do ano. De acordo com ele, as equipes trabalharam por mais de 36 horas ininterruptas para garantir o fornecimento de água à população durante o período.
Em termos de investimentos, a Concordia Saneamento aplicou cerca de R$ 12 milhões no primeiro ano de contrato, com foco principalmente na recuperação e modernização de estruturas consideradas deterioradas, especialmente na área eletromecânica. Para 2026, a previsão é de novos aportes na ordem de R$ 24 milhões, que incluem melhorias no sistema de abastecimento e o início das obras de esgotamento sanitário a partir do segundo semestre.
A empresa também trabalha na elaboração de projetos estratégicos, como a nova adutora que deverá captar água do Rio Uruguai e a ampliação das estações de tratamento. Conforme Epstein, empresas especializadas já estão realizando levantamentos técnicos na cidade, com expectativa de que os projetos estejam concluídos até o fim de fevereiro ou início de março, para posterior apresentação à administração municipal.
Somando os investimentos do primeiro e do segundo ano, o valor chega a R$ 36 milhões, dentro do planejamento inicial da concessionária. Para os primeiros cinco anos de contrato, a projeção supera R$ 100 milhões em investimentos. Segundo o superintendente, o ritmo das obras depende diretamente da elaboração de projetos executivos e dos licenciamentos ambientais, etapas que demandam tempo, mas que devem permitir uma aceleração significativa dos investimentos nos próximos anos.
Durante a entrevista, Epstein também explicou os impactos das condições climáticas no sistema. Períodos de calor intenso elevam significativamente o consumo de água, enquanto o excesso de chuvas prejudica a captação, especialmente no manancial do Jacutinga. Obras de barramento a montante da captação têm provocado o carreamento de matéria orgânica e árvores, exigindo ações emergenciais, como o trabalho de mergulhadores para recomposição de estruturas danificadas.
Na área de esgotamento sanitário, Epstein anunciou que a empresa pretende iniciar, a partir de março, uma operação de fiscalização com o uso de fumaça não tóxica para identificar ligações irregulares de água pluvial na rede de esgoto. O objetivo é reduzir a chamada contribuição parasitária, que sobrecarrega o sistema e provoca transbordamentos durante períodos de chuva intensa.