Emplacamento veicular tem queda no primeiro semestre do ano em Concórdia

por: Aliança News

Concórdia encerrou o primeiro semestre de 2025 com uma frota total de 81.615 veículos emplacados, conforme dados do Departamento Estadual de Trânsito de Santa Catarina (Detran), levantados pelo jornalismo da Massa FM. Nos primeiros seis meses do ano, foram registrados 882 novos emplacamentos no município. O número representa uma queda de 38% em relação ao mesmo período do ano passado, quando haviam sido adicionados 1.432 veículos à frota local.

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A desaceleração chama atenção por ser o pior desempenho para um primeiro semestre desde 2022, quando foram emplacados apenas 795 veículos em Concórdia. No fim de 2024, a cidade contabilizava 80.733 veículos registrados, o que mostra que, apesar do avanço, o ritmo de crescimento vem diminuindo consideravelmente.

Entre as categorias de veículos, o grupo formado por carros, camionetas, caminhonetes e utilitários lidera disparado, totalizando 50.410 emplacamentos até junho. Em seguida, aparecem os caminhões, micro-ônibus e ônibus, com 7.404 registros. As motocicletas e motonetas também têm presença expressiva, somando 17.642 unidades na frota concordiense. Outros grupos de veículos também entram nas estatísticas do Detran, mas não foram detalhados neste levantamento específico.

Na comparação regional, entre os 13 municípios atendidos pelo Ciretran de Concórdia, o total de veículos emplacados chegou a 136.487 até junho deste ano. O crescimento conjunto no semestre foi de 1.521 veículos. Concórdia lidera com folga, concentrando quase 60% de toda a frota regional. Seara aparece como o segundo maior município em número de registros, com 15.813 veículos, enquanto Paial tem a menor frota, com 1.160 emplacamentos.

Em nível nacional, porém, a situação é oposta. De acordo com a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), no Brasil foram emplacados 1.198.805 no primeiro semestre, uma alta de cerca de 5% em relação ao mesmo período do ano passado. 

“Mesmo com taxa alta de juros, os automóveis estão crescendo e isso também afeta, de maneira diferente, todos os setores. O mercado ainda tem demanda, mesmo com alguma pequena desaceleração”, diz Marcelo Ciardi Franciulli, diretor executivo da Fenabrave.