Entenda o caso da mulher que foi presa por se passar como adolescente em SC; ela já atuou no Oeste

por: Aliança News

Um caso considerado incomum até mesmo por investigadores chamou a atenção em Joinville, no Norte de Santa Catarina. Uma mulher de 37 anos foi presa nesta terça-feira (2) após ser descoberta vivendo há cerca de 14 meses sob uma identidade falsa, fingindo ser uma adolescente de 12 anos acolhida por uma família da cidade.

ATENÇÃO! QUER FICAR POR DENTRO DAS PRINCIPAIS NOTÍCIAS DE CONCÓRDIA E REGIÃO EM TEMPO REAL?

A falsa adolescente já cometeu os mesmos crimes em outros seis estados do Brasil antes de ser presa nessa terça-feira (2). Em depoimento, Amanda Maria Souza de Oliveira revelou que mentia seu nome e idade para conseguir “lugar para dormir e comida”. Ela ainda disse que já aplicou o mesmo golpe em Florianópolis e Chapecó.

Em contato com corporações de outros estados, a 6ª Delegacia de Polícia de Joinville descobriu que Amanda Maria Souza de Oliveira é reincidente nessa modalidade criminosa e registra antecedentes penais por golpes idênticos.

Após a prisão, a mulher afirmou que já fingiu ser adolescente em cidades como Porto Alegre (RS), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Chapecó (SC), Nova Iguaçu (RJ), além de estados como Minas Gerais, Goiás e Ceará — de onde é natural.

A Justiça de Goiás, inclusive, emitiu um mandado de prisão em desfavor da falsa adolescente na última segunda-feira (1º). No momento da publicação da decisão, o paradeiro da investigada ainda era incerto. Um dia depois, porém, ela foi presa em Joinville, no Norte de Santa Catarina, pelo mesmo crime.

Em entrevista exclusiva ao NSC Total, uma moradora do Rio de Janeiro relatou as histórias que ouviu e os episódios que vivenciou enquanto ajudava a “menina”. Moradora de Nova Iguaçu, ela e uma amiga foram procuradas por Amanda por meio das redes sociais.

— Em 2023, ela me procurou através do Facebook do “Instituto Mãos que Abençoam Com Amor”, pedindo socorro. Alegou ser do Ceará e que tinha sido obrigada a se prostituir pelo pai, que era bruxo, e que tinha conseguido fugir pedindo carona — relembra a voluntária, que prefere não se identificar.

Junto com uma amiga, a mulher foi até a cidade de Magé, também no Rio de Janeiro, para buscar a “adolescente”, que havia sido abrigada por uma idosa por alguns dias.

— Trouxemos ela para Nova Iguaçu, mobilizamos amigos, alugamos uma casa e cuidávamos dela. Ela parecia ser uma adolescente obesa, com autismo… Falava como criança — detalha.

Mamadeiras e chupeta

Para sustentar o disfarce ao longo desse período, a mulher ainda alegava ser autista e ter outras condições clínicas. Além disso, para reforçar o papel de criança ela simulava comportamentos infantilizados e lúdicos, como o uso de “cheirinho” para dormir, mamadeira e chupeta.

A estratégia foi utilizada em todas as cidades pelas quais passou. Gusso, delegado responsável pela investigação em Joinville, ainda relatou que Amanda afinava a voz, simulava crises de pânico à noite, carência e outras necessidades geralmente relacionadas à infância.

A farsa no Rio de Janeiro durou pouco tempo. A voluntária do Instituto Mãos que Abençoam Com Amor diz que passou a desconfiar da situação quando percebeu que a “menina” tentava criar intrigas entre ela e a amiga.

A suspeita aumentou quando algumas agulhas começaram a sair do corpo de Amanda. A voluntária conversou com um amigo, capitão da Polícia Militar do Rio de Janeiro, e combinou de levarem a “adolescente” até um hospital para realizar um exame de imagem.


Fonte: NSC Total