"Foi um fiasco, show de horrores", diz presidente do Setcom sobre audiência pública da BR-153

por: Aliança News

A proposta de concessão das rodovias federais apresentada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) continua gerando forte repercussão no Oeste catarinense. Durante entrevista ao programa Microfone Aberto, da Massa FM, na manhã desta segunda-feira (15), o presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas do Oeste e Meio-Oeste Catarinense (SETCOM), Paulo Simioni, manifestou preocupação com o projeto e classificou a proposta como insuficiente para atender as necessidades da região.

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Simioni participou da audiência pública realizada em Chapecó na semana passada e relatou que a expectativa do setor produtivo era de que fossem apresentadas soluções para problemas históricos da BR-153. No entanto, segundo ele, o projeto prevê a instalação de praças de pedágio, mas não contempla obras estruturantes consideradas fundamentais para melhorar a segurança e a fluidez do tráfego.

De acordo com o dirigente, o modelo apresentado prevê que a futura concessionária realize apenas serviços de manutenção e conservação nos primeiros anos do contrato, como roçadas, sinalização, drenagem e reparos na pista. Para a BR-153, estariam previstas apenas intervenções pontuais com terceiras faixas em alguns trechos.

Uma das principais críticas diz respeito à ausência de obras reivindicadas há anos pelas lideranças regionais, como melhorias nos acessos a Concórdia, implantação de vias marginais e intervenções em pontos considerados críticos para o trânsito e a segurança dos usuários.

Durante a entrevista, Simioni também questionou a falta de alinhamento entre órgãos federais. Ele lembrou que o DNIT possui estudos e projetos para obras importantes na região, incluindo melhorias no Trevão do Irani, mas que essas intervenções não aparecem na proposta de concessão apresentada pela ANTT.

Outro ponto destacado foi a mobilização política em andamento para tentar modificar o edital antes de sua publicação definitiva. Segundo o presidente do SETCOM, entidades empresariais e lideranças regionais estão buscando apoio junto à bancada federal e representantes políticos para pressionar por mudanças no projeto.