O que se sabe sobre a morte de jovem concordiense no MT

por: Aliança News

Familiares e amigos da concordiense Júlia Vitória do Prado da Silva, de 20 anos, realizaram uma caminhada pelas ruas de Tapurah (MT) em homenagem à jovem, assassinada na última sexta-feira (10). O ato, marcado por silêncio, orações e comoção, reuniu moradores que prestaram solidariedade à família e lembraram a jovem com balões pretos e mensagens de fé.

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A mobilização ocorreu após o velório, realizado na manhã deste domingo (12), e serviu como um momento de despedida e homenagem à vítima, que era bastante conhecida na comunidade.

Além da homenagem, novas informações sobre o caso vieram à tona e ajudam a esclarecer as circunstâncias do crime. De acordo com a Polícia Civil, Júlia mantinha um relacionamento há cerca de um ano com o principal suspeito, um idoso de 75 anos. Um segundo homem, de 66 anos, também foi preso por suspeita de tentar ajudar a ocultar o corpo.

Segundo o delegado Franklin Pereira Alves, o suspeito mais velho confessou o crime e indicou onde havia escondido objetos utilizados no assassinato, entre eles um pé de cabra e uma faca. Já o outro envolvido relatou que tentou auxiliar na colocação do corpo no porta-malas de um veículo. Ambos permanecem presos.

A motivação do crime ainda não foi esclarecida e segue sendo investigada. O caso é tratado como feminicídio e tentativa de ocultação de cadáver.

Familiares também relataram detalhes da vida da jovem. Conforme a família, Júlia trabalhava até tarde como atendente em uma choperia para sustentar o filho, que completa 4 anos nesta segunda-feira (13). Ainda segundo os parentes, ela havia se mudado para o Mato Grosso no início da adolescência para morar com o pai.

Em meio à dor, uma tia descreveu Júlia como uma jovem querida e dedicada. “Ela era maravilhosa, não tinha quem não gostasse dela. O amor da vida dela era o filho”, relatou.

O caso segue sob investigação das autoridades, enquanto familiares e amigos buscam forças para lidar com a perda e pedem justiça pela jovem.