Reforma tributária exige preparação imediata das empresas, alerta advogado em entrevista à Massa FM
A reforma tributária aprovada no Brasil já está em fase de implementação e exige atenção imediata das empresas. O alerta foi feito pelo advogado tributarista Raphael Bigaton durante entrevista concedida à Massa FM nesta quarta-feira (14). Segundo ele, embora o novo modelo passe a valer plenamente a partir de 2027, as mudanças já impactam a rotina empresarial em 2026.
ATENÇÃO! QUER FICAR POR DENTRO DAS PRINCIPAIS NOTÍCIAS DE CONCÓRDIA E REGIÃO EM TEMPO REAL?De acordo com Bigaton, as empresas passam a conviver com dois sistemas tributários em paralelo: o modelo atual e o novo sistema baseado no Imposto sobre Valor Agregado (IVA), que dará origem à CBS e ao IBS. Esse período de transição exige ajustes internos urgentes, especialmente na análise e no cadastro de fornecedores.
O advogado explicou que, com o novo sistema, somente operações que gerem crédito tributário permitirão redução do imposto devido. Por isso, fornecedores que não estejam regularizados ou não repassem corretamente os créditos podem fazer com que as empresas paguem mais impostos. “Quem não se preparar desde já corre o risco de ter custos elevados e perder competitividade”, destacou.
Outro ponto enfatizado foi a necessidade de revisão de contratos, políticas internas de compliance e mapeamento da cadeia de crédito. Bigaton alertou que empresas que ignorarem a reforma ou deixarem a adaptação para depois podem enfrentar sérias dificuldades financeiras no futuro.
Durante a entrevista, ele também criticou a retomada da tributação sobre a distribuição de lucros, apontando possíveis distorções e impactos desproporcionais, principalmente para empresas de médio porte. Para o advogado, a reforma altera profundamente a lógica do sistema tributário e exige planejamento, estudo e ações práticas imediatas.
Bigaton reforçou que a reforma tributária “vai separar empresas preparadas das despreparadas” e defendeu que empresários encarem o momento como uma fase de treinamento obrigatório para garantir sobrevivência e sustentabilidade dos negócios nos próximos anos.