Suinocultura fecha 2025 em alta e projeta mais um ano positivo para o setor
O ano de 2025 chegou ao fim consolidando-se como um dos períodos mais favoráveis da história recente da suinocultura brasileira. O setor encerrou o ciclo com equilíbrio nos preços, fortalecimento do consumo interno e recuperação da rentabilidade dos produtores, fatores que garantiram maior segurança a toda a cadeia produtiva. O cenário foi analisado pelo presidente reeleito da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), Losivânio de Lorenzi, em entrevista ao vivo no programa Microfone Aberto da Massa FM.
ATENÇÃO! QUER FICAR POR DENTRO DAS PRINCIPAIS NOTÍCIAS DE CONCÓRDIA E REGIÃO EM TEMPO REAL?Durante a conversa, Lorenzi ressaltou que 2025 foi um dos melhores anos para o produtor, especialmente o independente. Segundo ele, o custo médio de produção ficou em torno de R$ 6,22 por quilo, enquanto a comercialização alcançou cerca de R$ 8,33, permitindo que o setor deixasse para trás crises enfrentadas em anos anteriores. “Foi um período muito positivo, com rentabilidade e estabilidade, o que deu fôlego ao produtor rural”, afirmou.
O presidente da ACCS também destacou o desempenho das exportações. O Brasil ultrapassou a marca de 1,5 milhão de toneladas exportadas de carne suína no ano, com participação expressiva de Santa Catarina, responsável por cerca de 680 mil toneladas. A diversificação de mercados e os problemas sanitários enfrentados por países concorrentes, como a Espanha, abriram novas oportunidades para o produto catarinense, reconhecido pela excelência sanitária.
Para 2026, a expectativa é de manutenção desse cenário favorável. Lorenzi avalia que a produção já está praticamente definida, devido ao ciclo longo da atividade, e que os custos devem seguir estáveis, com pequenas oscilações conforme o mercado de grãos. “Tudo indica que será um ano tão bom quanto 2025, com produtividade maior e aumento no número de leitões por fêmea”, projetou.
Sobre o preço do suíno, o presidente acredita que o mercado já atingiu um patamar de equilíbrio. Segundo ele, valores em torno de R$ 8 por quilo são sustentáveis para produtores, indústrias e consumidores. Romper de forma consistente a barreira dos R$ 9, avalia Lorenzi, é pouco provável, ocorrendo apenas de maneira pontual em situações específicas do mercado.
A entrevista também abordou temas internacionais. De acordo com o dirigente, medidas comerciais adotadas pelos Estados Unidos não impactaram negativamente a suinocultura brasileira, já que os volumes destinados ao país foram redirecionados a outros mercados. Além disso, o reconhecimento do Brasil como área livre de febre aftosa sem vacinação contribuiu para ampliar o acesso a novos destinos.
Reeleito à frente da ACCS, Losivânio de Lorenzi reforçou o papel da entidade, que completou 66 anos, na defesa dos interesses dos suinocultores catarinenses. Ele destacou que a associação seguirá atenta às políticas do setor, buscando garantir renda, qualidade de vida e novas oportunidades ao produtor rural. “A suinocultura catarinense entra em 2026 fortalecida e com boas perspectivas”, concluiu.