28 anos da tragédia automobilística
Um dia que seria marcado por festa e a inauguração do Centro Administrativo da Prefeitura de Concórdia terminou em tragédia e a morte de três pessoas da mesma família em um acidente na Rua Tancredo Neves, em São Cristóvão. No dia 1º de fevereiro de 1982, o município registrava mais um capítulo trágico no trânsito. Era tarde de segunda-feira e a família Bassi que residia em Linha Aparecida, interior de Concórdia, resolveu se dirigir à cidade para participar da festa proporcionada pelo prefeito da época, Ivo Frederico Reich.
No deslocamento, em frente ao Posto Piola, uma colisão frontal entre o VW/Fusca, placas CC-7157 e um ônibus da empresa Unesul, placas VB-7563, vitimou o condutor do automóvel, Celso Bassi, seu irmão Alcides Bassi e o pai, Lourenço Bassi. Uma única ocupante do veículo sobreviveu à tragédia. Neusa Bassi estava também com os dois irmãos e o pai no veículo, mas não lembra da colisão. Ela ficou interna por 12 dias e hoje nas lembranças somente as fotos e o recorte das matérias publicadas pelos jornais da época.
"Eu não lembro de nada", diz. Neusa explica que não sabe como conseguiu escapar da morte. Ela explica que alguns moradores que estavam no local conseguiram lhe trazer ao hospital. "Todo mundo falava em reta da morte", lembra. Neusa afirma que meses antes outros acidentes graves já haviam ocorrido na Rua Tancredo Neves, acesso a BR-153.
A irmã das vítimas, Neiva Bassi Mezacasa, afirma que é difícil esquecer a tragédia. Ela ainda lembra os detalhes do acidente. "O pai iria pagar umas contas e participar da festa", revela. Os motivos do acidente ainda são desconhecidos. A família só sabe que o VW/Fusca invadiu a pista contrária e bateu contra o ônibus. O carro foi arrastado por cerca de 30 metros. Segundo Neiva, na época se ventilou a possibilidade do motorista ter passado mal. Ela afirma que alguns dias antes o seu irmão, que dirigia o VW/Fusca, já havia sofrido um mal súbito.
Propriedade foi vendida
Após o acidente com três mortes a família Bassi deixou o trabalho na roça e vendeu a propriedade em Linha Aparecida para viver na cidade. "Todos viviam do campo", revela. Neiva afirma que depois da morte dos dois irmãos e do pai, o trabalho ficou mais difícil e uma das alternativas foi sair do interior para tentar ganhar a vida na cidade.