A privatização do sistema de água passa a ser vista com mais simpatia
Pela fala do prefeito de Concórdia, Rogério Luciano Pacheco, durante coletiva de imprensa realizada após a reunião entre a Prefeitura e representantes da sociedade civil organizada sobre os problemas da falta de água em Concórdia, a leitura que dá para se fazer é que a possibiildade de privatização do sistema no maior município da Amauc começa a ser analisada com mais simpatia.
Digo isso porque em determinado momento da entrevista, Pacheco disse que ceder para a iniciativa privada é uma alternativa viável. Porém, o chefe do Executivo Municipal reforçou que pretende discutir isso com a sociedade, possivelmente, através de audiências públicas. Conceder o sistema para empresários pode ganhar força internamente, mas está longe de ser uma decisão final.
Além da privatização, que é fazer com que uma empresa privada assuma o serviço, ainda há alternativas como a parceria público/privada, que tem o ente público como parceiro; a gestão compartilhada, podendo ser entre a Casan e a Prefeitura e, por fim, a municipalização. Em relação a essa última, é inviável! O Município não tem condições de tocar o sistema e isso já é assunto sacramentado. O custo e a necessidade de investimento são muito altos.
Caso a possibilidade de privatização venha a vingar, certamente não faltarão pretendentes para assumir o serviço, inclusive aqui de Concórdia. Já falei sobre isso nesse espaço. Agora, o que irá acontecer nesse possível cenário de privatização, ainda é cedo para dizer.
Independente do resultado, uma coisa é certa. A opção que o município vier a adotar tão logo encerre o contrato atual com a Casan certamente será marcada pelo esforço na busca de uma solução para o problema da quase rotineira falta de água em Concórdia. Isso, a partir do dia primeiro de janeiro de 2021. Não quero dizer aqui que a coisa vai se resolver e todo mundo vai ter água na torneira do dia 31/12/2020 para o dia 01/01/2021. Esse objetivo demandará de um outro processo que deve demorar, na melhor das possibilidades, meses para que a população perceba na prática os benefícios tão desejados. Porém, é preciso ressaltar que ações nesse sentido terão que iniciar no primeiro dia do novo modelo de gestão do sistema.
E aí o leitor me pergunta! Como fica até o fim desse contrato? Bem, a impressão que eu tenho é que a construção da adutora que interliga o floresta até o Morro do Merlo, cujo projeto já está em execução, seja o último "grande" investimento da estatal em Concórdia. Isso também vale para a troca da rede para a posterior pavimentação asfáltica. A partir disso, eu presumo, a Casan não vai mais botar dinheiro em Concórdia sem ter uma certeza de que continuará gestando o abastecimento de água e esgoto a partir do ano de 2021. É mais um ponto que reforça tudo aquilo que eu havia dito ontem, aqui mesmo, neste espaço!
Os problemas não se resolverão com a troca parcial da rede e construção dessa adutora. É preciso mais! Para ter mais, é preciso de investimentos da Casan, que pode não fazê-los pelo fato do contrato estar no fim e por causa disso não botar dinheiro na Capital do Trabalho sem ter uma certeza de que ela vai continuar. Entenderam o círculo vicioso?