A reforma política e o troca-troca de partido dos vereadores de Concórdia
A Reforma Política que está por ser votada no Congresso Nacional pode deflagrar definitivamente a decisão de vereadores de Concórdia mudar de partido. Se a reformar que proíbe a coligação para vereadores passar a mudança pode ser geral.
Edílson Massocco, Artêmio Ortigara e Dirceu Biondo (PMDB) já informaram que vão deixar o PMDB e esta decisão independe da reforma política. Já com a Reforma Vilmar Comassetto (PCdoB) e Leocir Zanella (PPS) também podem mudar de time. E a matemática é simples – para fazer um vereador o partido precisa fazer em torno de 4 mil votos – para fazer a legenda. Penso que tanto PCdoB quanto PPS não tem candidatos para tudo isto. Neste caso, querendo permanecer na Câmara a mudança de sigla passa ser necessária.
Outros desdobramentos
Insatisfeito com o PSD – não conseguiu indicar ninguém para cargos na SDR e não tem sido ouvido pela cúpula do partido, o vereador Jaderson Miguel poderá deixar o PSD para seguir em outro projeto, possivelmente com o grupo liderado pelo vereador Edílson Massocco, cujo destino poderia ser o PSB.
Em relação à decisão do vereador Dirceu Biondo (PMDB) que acena com a possibilidade de ingressar no PSDB, outra situação poderia estar em jogo. No caso, à volta para a Câmara do secretário de Desenvolvimento Regional de Concórdia, Fabio Ferri (PMDB), que é o titular da vaga que está sendo ocupada por Biondo no Legislativo.
Outro que poderá ser forçado a mudar de sigla é o suplente pelo PSC, Marcos Dartora. Pelo mesmo motivo de Zanella e Comassetto cujas legendas teriam dificuldade de fazer os cerca de 4 mil votos para garantir uma vaga na Câmara.