Abaixo assinado em Seara
Passadas praticamente quatro semanas, a situação ainda é caótica no que diz respeito ao fornecimento de água para a população do perímetro urbano de Seara. Mesmo o governador em exercício Eduardo Pinho Moreira tendo anunciado a contratação de empresas para solucionar a questão, nada foi feito até o momento. Nem o desassoreamento do rio Caçador, muito menos a retirada da bomba de captação que esta presa no poço profundo.
Cansado de promessa o prefeito em exercício de Seara, Henrique Fabrim convocou uma reunião com a população e entidades do município para essa quinta-feira. No encontro será elaborado um abaixo assinado para ser enviado ao governo do Estado e Ministério Público.
O responsável pela Casan em Seara, Marcelo Cozer, confirma que nenhuma das duas empresas que deveriam estar trabalhando em Seara, se quer chagaram no município. A situação se agravou, sendo que o abastecimento de água que esta sendo feito com caminhão pipa, aumentou o intervalo do rodizio para 24h.
No momento dez propriedades rurais estão sendo abastecidas com caminhão pipa em Seara. As perdas nas plantações de grãos atingem em média 35%, mas somando todas as culturas os prejuízos atingem R$ 8 milhões, conforme comenta o secretário municipal de agricultura, Fredy Muller.
Posição do Estado
Em entrevista ao Jornal da Manhã desta quinta-feira, o secretário do Desenvolvimento Regional de Seara, Edimilson Canalle informou que essa demora no início dos trabalhos de limpeza na barragem do Rio Caçador e de retirada da bomba do poço profundo se deve à burocracia. Ele salienta que a ordem de serviço para o desassoreamento da lagoa de captação deverá ser dada nesta quinta-feira. Sobre o abaixo-assinado que a Prefeitura de Seara, juntamente com algumas entidades, pretende confeccionar, Canalle rebate afirmando que isso não vai refletir em nada. Completa que a necessidade nesse momento é de soma de esforços para solucionar esse problema no abastecimento de água.