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ACCS cobra posição das agroindústrias em relação ao valor do quilo vivo

Data 09/11/2015 às 10:30
Associação alega que insumos, como a soja e o milho, não param de subir.
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Divulgação.
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Na última semana, a Associação Catarinense de Criadores de Suínos cobrou uma posição mais firme das agroindústrias de Santa Catarina em relação ao valor do quilo vivo do suíno. Para a ACCS, embora o preço permaneça estável em R$ 3,20, os custos de produção não param de subir e isso está afetando a rentabilidade do produtor. Com a proximidade do fim do ano, em que há um aumento considerável no consumo de carne suína, não há até esse momento indicativo de reação do mercado.

O presidente da ACCS, Losivânio de Lorenzi, em entrevista à Rádio Aliança, analisou a situação. Ele compara que a diferença entre ganho e custo de produção, em relação ao ano passado, é de 50%. Em 2014, o valor do quilo vivo pago pelas indústrias era menor, mas dava uma pequena margem de lucratividade para o suinocultor.  Completa que o cenário de crise, com desemprego associado a diminuição do poder de compra da população está contribuindo para esse cenário. Outro fator é o aumento nos insumos de alimentação dos rebanhos, como o milho e a soja.

Lorenzi enfatiza a justificativa do mercado para manter esse valor médio de R$ 3,20. De acordo com ele, além dos fatores já citados, o mercado exportador diminuiu nas últimas semanas. Se não vende, não há lucratividade e não há repasse de preço para o suinocultor. Para Losivânio, esse cenário poderá durar durante o próximo ano.

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