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Acusado de matar o filho em Capinzal é condenado a mais de 33 anos

Data 02/04/2019 às 06:00
Julgamento foi realizado em Capinzal.
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Divulgação.
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Foi realizado nesta segunda-feira (1º) o júri popular de Aislan Ribeiro Toldo, 23 anos, acusado de matar o próprio filho em Capinzal. O julgamento aconteceu no Centro Educacional Prefeito Celso Farina sob um forte esquema de segurança montado pela Polícia Militar e Departamento de Administração Prisional (DEAP). Todas as pessoas que chegavam ao local eram revistadas e passaram por detector de metais. A leitura da sentença ocorreu por voltadas 17h. Aislan Ribeiro Toldo foi condenado a 33 anos e 4 meses de reclusão em regime inicial fechado.

 

O júri foi presidido pelo juiz Daniel Radünz. Na defesa do réu atuou o advogado Ricardo José Nodari, auxiliado pelo advogado Felipe Klein de Matos. Na acusação a promotora de justiça Marina Saade Laux, com apoio do assistente de acusação, Marco Antônio Vasconcelos Alencar Junior, advogado criminalista que anteriormente havia feito a defesa da mãe do bebê.


Em depoimento do pai de Vanessa não conteve as lágrimas ao relatar que Aislan pouco dava abertura para os familiares e até mesmo para relacionar-se com o neto. Nesse momento, o réu, de acordo com manifestação do assistente de acusação, teria feito ameaça de morte ao avô da criança. O magistrado informou que o fato foi inserido em ata e indagou se o réu gostaria de se retirar do plenário para não haver mais constrangimento, tendo então sua concordância.


Em seguida foi a vez de Vanessa depor. Chorando em alguns momentos, ela disse que na fatídica madrugada foi acordada por Aislan, de quem recebeu o filho já desfalecido. Ela afirmou que somente no hospital teria observado as lesões no corpo da criança, atestadas posteriormente pelo laudo cadavérico do IML. Disse ainda que Aislan não fez o curso de batismo e nem participou do ato religioso ocorrido uma semana antes da morte do filho.


Na sequência foi a vez do réu. O magistrado fez a rápida leitura da acusação do MP. Entretanto, Aislan Toldo preferiu por ficar em silêncio.


A promotoria, juntamente com a assistência de acusação, foi contumaz em afirmar que não haveria dúvidas no processo quanto à culpabilidade de Aislan, que teria cometido um crime cruel e de grande comoção social.


Já a defesa do réu tentou desqualificar o crime para homicídio culposo ou maus-tratos, argumentando que não seria a intenção do pai do matar o próprio filho.


Toldo era acusado pelas agressões que mataram o bebê Bryan Hemanuel Toldo, de apenas 2 meses de idade. Ele segue recolhido ao presídio regional de Joaçaba. A mãe da vítima, Vanessa Rodrigues da Silva, foi impronunciada, ou seja, não foi submetida ao júri em decisão mantida pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina após o MP ter recorrido da decisão de primeira instância.


O crime aconteceu na madrugada do dia 26 de março de 2017 na rua Romeu Gasser, Loteamento Parizotto, quando o bebê foi encaminhado pelos avós ao hospital apresentando lesões pelo corpo. Entretanto, o bebê deu entrada já sem vida. A necropsia do Instituto Geral de Perícias de Joaçaba apontou a causa da morte por traumatismo craniano.


Conforme os autos, Vanessa disse que teria deixado o filho na sala aos cuidados do Aislan e foi dormir. Mais tarde ela foi acordada por Aislan dizendo que a criança não estava mais respirando. Aislan foi preso pela Polícia Militar no mesmo dia. Vanessa também chegou a ser presa, mas foi absolvida no decorrer do processo.


(Fonte: Michelteixeira.com.br)

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