Acusados de homicídio tem sentença reformada no TJ
A Terceira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Santa Catarina reformou a sentença da dupla acusada de assassinar o taxista de Ipumirim, João Zanella. De acordo com os desembargadores a pena de Maurílio Sebastião Fabrício passará de 46 anos e oito meses para 44 anos e dois meses de reclusão. A mesma decisão beneficiou Juliano Pereira que foi condenado há 43 anos e seis meses, porém com o novo despacho dos desembargadores terá que cumprir 41 anos de prisão.
De acordo com o advogado Osmar Colpani, os desembargadores do Tribunal de Justiça de Santa Catarina entenderam que a não devolução de um celular e o dinheiro, supostamente roubado de uma mulher estuprada após o assassinato em Ipumirim, não poderia ser motivo de agravante para o aumento de pena. Os desembargadores descrevem ainda nos autos do processo que é inviável a desclassificação do crime de latrocínio para homicídio, conforme pedido feito pelo advogado.
Maurílio Sebastião Fabrício e Juliano Pereira estão cumprindo pena na Penitenciária de Chapecó, desde o ano passado. Para Colpani, os dois terão que ficar aproximadamente sete anos para tentar a progressão do regime fechado para o semi-aberto.
O crime
No dia 27 de junho de 2009, por volta das 22h30, Juliano Pereira e Maurílio Sebastião Fabrício, solicitaram ao taxista João Zanella uma corrida com a desculpa de se dirigirem até uma boate. Poucos momentos após iniciar o trajeto, o acusado Maurílio Sebastião anunciou o assalto obrigando a vítima parar o veículo em uma via secundária, às margens da SC-465 entre Ipumirim e Arabutã. Nesse momento, segundo os autos, Zanella foi executado com golpes de faca no pescoço. Na sequência a dupla fugiu com o Ford/Fiesta sendo presos na região de Faxinal do Guedes.