Bancários insatifeitos podem entrar em greve
A negociação salarial dos bancários segue indefinida, sendo que está mantida a possibilidade de greve a partir do próximo dia 29. Na última rodada realizada nesta semana os bancos apresentaram apenas a proposta de reposição da inflação dos últimos 12 meses, que é de 4,29%.
O Sindicato dos Bancários de Concórdia e Região realiza assembleia na próxima terça-feira para avaliar a proposta e decidir se haverá greve. Os bancários reivindicam 11% de aumento. A presidente do Sindicato dos Bancários, Sonia Hack, disse que a categoria precisa avaliar a proposta, já que os lucros dos bancos aumentaram, e eles ofereceram apenas a reposição da inflação.
Os representantes dos bancos disseram na negociação desta quarta-feira que "o reajuste salarial de 11% é exageradamente alto". Sobre a PLR, só informaram que pretendem aplicar a mesma fórmula do ano passado. E sobre a valorização dos pisos não apresentaram nada.
Balanço de reajustes:
Assim como os bancários, outras categorias buscam e defendem o aumento real. Segundo pesquisa do Sistema de Acompanhamento de Salários (SAS) mantido pelo Dieese- Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos, o desempenho geral das negociações foi melhor no primeiro semestre deste ano em comparação com anos anteriores.
A maior proporção de negociações (88%) com reajustes superiores ao INPC acumulado entre as duas últimas datas-base, este ano, foi apurada na indústria, contra 77% em 2009 e 83% em 2008. Para exemplificar, os metalúrgicos da Grande Curitiba fecharam a negociação com 10% de aumento, sendo 5,55% de reajuste real.
Os metalúrgicos do ABC paulista rejeitaram em assembleia nesta semana, a oferta das montadoras de 10,81% de reajuste salarial mais abono de R$ 2.200. O índice representa 6,25% de aumento real de salário, mais reposição da inflação de 4,29% medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).