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Borstel confirma homicídio e nega crime premeditado

Data 20/07/2010 às 07:45
Claudemir também disse ao juiz que não participou das tentativas de homicídio contra o agricultor Emídio Maltauro
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Claudemir Borstel, um dos principais suspeitos de ter executado o agricultor Emídio Maltauro, em Barra do Tigre, foi interrogado ontem pelo judiciário em Concórdia. De acordo com o advogado Marcio Dal Piva, o acusado confessou ter participado do homicídio, porém negou ter sido um crime premeditado.

Segundo ainda o advogado, Borstel negou participação em duas tentativas de homicídio contra a vítima, porém reconheceu que mantinha uma relação extraconjugal com viúva Sirlei Boani. Ela é apontada pelo Ministério Público como sendo a mandante do crime, inclusive responsável pela compra da arma de fogo.

De acordo com o advogado, todos os envolvidos no processo foram interrogados. O caso irá para as alegações finais e depois para decisão do juiz que deverá determinar o julgamento dos acusados através do Tribunal Popular do Júri.

Denúncia do MP

A denúncia do Ministério Público contra sete envolvidos no assassinato do agricultor Emídio Maltauro, em Barra do Tigre, interior de Concórdia, confirma que a trama foi arquitetada pela viúva Sirlei Boiani e por Claudemir Borstel. Conforme os autos, os dois mantinham uma relação amorosa extraconjugal e formularam no início do ano de 2009, um pacto para matar Maltauro. Segundo a denúncia assinada pelo promotor Daniel Taylor, o casamento de Sirlei Boiani não ia bem e, por isso, passou a manter relacionamentos íntimos com Claudemir Borstel.

O primeiro passo para dar sequência ao plano homicida foi à compra da arma de fogo, um revólver calibre 32 adquirido de Pedro Menegat. De posse da arma, foram duas tentativas frustrada. Segundo os autos, o primeiro caso foi registrado no dia 24 de maio de 2009, por volta das 2h da madrugada, quando Maltauro estava chegando em casa. O outro caso foi registrado entre os meses de março e dezembro no ano passado, enquanto a vítima caminhava em uma estrada próxima de Barra do Tigre.

Sem êxito nas duas primeiras tentativas o plano arquitetado por Sirlei Boiani e Claudemir Borstel, que mantinham relações extraconjugais, teve um desfecho trágico somente no início de 2010. Na denúncia o Ministério Público descreve que sabendo que a vítima estava na residência acompanhado tão só por um filho de dez anos, Sirlei pediu para que o serviço fosse realizado, alertando, porém que Claudemir Borstel deveria tomar cuidado para não deixar a vítima viva.

Com ajuda ainda de Ivonei Fischer, Ronei Streit e um adolescente, Borstel deu sequência ao plano para assassinar Maltauro. "Ao chegarem na residência, cada um deles vestiu um capuz e, na sequência, Claudemir Borstel e Ronei Streit arrombaram a porte da habitação. Entraram na residência e se dirigiram para o quarto. Ao chegarem no cômodo, antes mesmo da vítima acordar, Ronei Streit, disparou dois tiros na cabeça de Maltauro, enquanto Claudemir Borstel, desferiu sete pancadas na cabeça da vítima com uma barra de ferro.

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