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Cinco acusados de matar Maltauro estão sendo julgados

Data 10/06/2011 às 08:40
O júri iniciou por volta das 8h30 desta sexta-feira, dia 10.
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O júri mais esperado da história e no banco dos réus cinco acusados de cometer um crime cruel no interior de Concórdia. O caso Maltauro ganhou repercussão na imprensa estadual e pode ser considerado um dos mais violentos já registrados no município. Um crime que poderia ser perfeito se não fosse o peso na consciência de um dos envolvidos que se apresentou à polícia e contou detalhes do assassinato com requintes de crueldade.

Acompanhe agora a cronologia dos fatos. Da preparação até a execução do homicídio em Barra do Tigre no interior de Concórdia. Era noite de sábado, dia 2 de janeiro. Os acusados Claudemir Borstel, Rafael Gäertner, Ronei Streit, Ivone Fischer e outro menor de idade, participaram de uma festa entre amigos em Alto Bela Vista. O crime já estava planejado com apoio logístico da viúva Sirlei Boiani. Segundo o Ministério Público, ela mantinha uma relação extraconjugal com Claudemir Borstel, que depois de ser preso acabou confessando o crime violento e os detalhes do assassinato.

O primeiro passo para dar sequência ao plano homicida foi à compra da arma de fogo, um revólver calibre 32 adquirido de Pedro Menegat. De posse da arma, foram duas tentativas frustrada. Segundo os autos, o primeiro caso foi registrado no dia 24 de maio de 2009, por volta das 2h da madrugada, quando Maltauro estava chegando em casa. O outro caso foi registrado entre os meses de março e dezembro de 2009, enquanto a vítima caminhava em uma estrada próxima de Barra do Tigre.

Sem êxito nas duas primeiras tentativas o plano arquitetado por Sirlei Boiani e Claudemir Borstel, que mantinham relações extraconjugais, teve um desfecho trágico somente no início de 2010. Na denúncia o Ministério Público descreve que sabendo que a vítima estava na residência acompanhado tão só por um filho de dez anos, Sirlei pediu para que o serviço fosse realizado, alertando, porém que Claudemir Borstel deveria tomar cuidado para não deixar a vítima viva.

Com ajuda ainda de Ivonei Fischer, Ronei Streit e um adolescente, Borstel deu sequência ao plano para assassinar Maltauro. Ao chegarem na residência, cada um deles vestiu um capuz e, na sequência, Claudemir Borstel e Ronei Streit arrombaram a porte da residência. Todos entraram na casa e se dirigiram para o quarto. Ao chegarem no cômodo, antes mesmo da vítima acordar, Ronei Streit, disparou dois tiros na cabeça de Maltauro, enquanto Claudemir Borstel, desferiu sete pancadas na cabeça da vítima com uma barra de ferro.

O corpo da vítima foi encontrado somente do dia seguinte pela manhã. O filho da vítima estava em casa no dia do crime e acompanhou o assassinato do pai. Ele deixou a casa assustado somente ao amanhecer. Estava muito sujo de sangue e conseguiu pedir ajuda aos vizinhos. Sirlei Boiani, teria dormido na casa de parentes, porém sabia que o seu marido seria morte naquela madrugada.

Na época dos fatos a cobertura da Rádio Aliança foi a mais completa e detalhada sobre o crime. Foi à única emissora a entrevistar dois acusados de terem participado do homicídio. Ronei Streit confessou a participação no assassinato. Ele concedeu entrevista somente ao departamento de jornalismo da Rádio Aliança detalhando o que ocorreu dentro da residência no dia da morte do agricultor Emídio Maltauro. Ouça um trecho da gravação.
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