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Com 67 focos, Concórdia fica próxima de ser área de epidemia de dengue

Data 25/02/2019 às 10:25
Número é 223% superior ao registrado no mesmo período do ano passado.
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Divulgação.
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É questão de tempo para que o município de Concórdia seja considerado área infestada pelo mosquito transmissor da dengue, ou de epidemia. A informação é do biólogo Felipe Gimenez, da Vigilância Epidemiológica, órgão vinculado a Gerência Regional de Saúde. Em entrevista ao Mesa Redonda da Rádio Aliança, pela parte da manhã, ele destaca que já são 67 focos do mosquito encontrados somente em 2019 em Concórdia. No ano passado, foram 97 focos encontrado nos 12 meses na Capital do Trabalho. Em 2019, até aqui, foram 67 focos e a tendência é de que o recorde seja superado já nos próximos dias. A expectativa é que esse aumento sejá perceptível ainda hoje, já que exames devem ser confirmados nesta segunda-feira.


De acordo com Gimenez, num comparativo com o mesmo período do ano passado, o montante de focos localizados em 2019 é 223% superior a igual período de 2018. "Estamos caminhando para uma situação sem volta. Uma calamidade! (...) Os problemas são os mesmos e não estamos vendo uma evolução", destaca afirmando que a população não está tendo o devido cuidado para o acúmulo de água parada no pátio de imóveis e residências. Também destaca que o problema dos focos não é somente me determinados bairros, está pulverizado em praticamente toda a área urbana e a velocidade de disseminação é alta.


Se os prognósticos se confirmarem e Concórdia vir a ser um município de área infestada, o próximo estágio será a alta proliferação da doença, se alguma pessoa apresentar os sintomas e os resultados derem positivo para a doença. Já que o mosquito adquire o vírus e picar uma pessoa infectada. Nessa condição ele passa a ser o vetor e transmitirá o vírus para outra pessoa que vier a picar.


Vislumbrando esse possível centário, a Vigilância Epidemiológica está consolidando as informações e realizando capacitações técnicas para atender a demanda de trabalho. Outro passo é analisar o índice de infestação para depois definir ações. Uma delas é ter poder de polícia, que possibilita autuações de proprietários de imóveis que esteja servindo de criadouros do mosquito da dengue. Com isso, é possível que os agentes adentrem nos quintais para eliminar os possíveis focos.


Felipe Gimenez observa que essa crescente não é exclusividade de Concórdia. O crescimento no número de focos da dengue também é observado em toda a região Oeste, que está caminhando para ser uma região considerada epidêmica.


Além de Concórdia, com seus 67 focos, Seara tem 56, Xavantina tem três e Lindóia do Sul, com um foco.


Por fim, além da dengue, a Vigilância Epidemiológica, chama a atenção para os casos de febre amarela, que estão em investigação no Paraná e em Joinville. Uma situação de que o vírus está em circulação e tem também no mosquito da dengue o vetor para a sua disseminação.

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