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Com a nova presidente, a Casan tem outra postura: Menos promessa e mais comedida

Data 09/03/2019 às 16:12
Impressão foi deixada pela nova presidente da estatal, Roberta Maas dos Anjos.
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Divulgação.
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Diferente de outrora, a direção estadual da Casan desta vez foi mais comedida no trato dos velhos problemas que são registrados no município. Esses detalhes foram tratados em um novo encontro realizado entre representantes da Administração Municipal e a cúpula da companhia, nesta semana na Prefeitura. A presidente da estatal, Roberta Maas dos Anjos, recentemente alçada ao cargo, ao meu ver, foi de poucas palavras nas respostas, quando indagada sobre os vários temas que tangenciam o sistema de água em Concórdia. Isso foi percebido durante coletiva de imprensa após a reunião a portas fechadas com o Executivo Municipal.

 

Em suma, não houve showzinho verborrágico e não houve promessas, como nos encontros que eram dominados pelo antigo presidente Walter Galina.

 

Mesmo estando há 20 anos nos quadros da Casan, a engenheira sanitária Roberta Maas, hoje presidente da companhia, deixou escapar que a companhia tem um “pouco do conhecimento dos problemas” do município e dos pedidos que foram mais uma vez encaminhados nesta semana, através de notificação da Administração Municipal.

 

Analisando a fala da presidente da Casan, o entendimento que fica é que todas essas demandas não tiveram a devida atenção da estatal em todo esse tempo. Digo isso baseado no testemunho de inúmeras reuniões e peregrinações da direção da Casan aqui para Concórdia e de representantes da Administração à Florianópolis, que foram verificadas nos últimos anos. Em todos os encontros, os problemas debatidos basicamente eram os mesmos. Em suma, abastecimento de água.

 

Diante de tal situação, no que pese ser uma nova gestão da Casan que esteve ontem em Concórdia pela primeira vez, a questão que fica é como a companhia pode ter “pouco conhecimento” dos problemas que existem aqui em Concórdia? É apenas uma pergunta!

 

Por outro lado, diferente de outrora, percebe-se que as palavras da nova presidente da Casan são sinceras e refletem a realidade. A estatal tem um plano para os problemas de abastecimento de água e algumas ações estão em análise, mas no meu ponto de vista, ainda não tem um prazo para iniciar. Só não se sabe o impacto que essas ações, se forem implementadas, podem provocar na melhoria do sistema de abastecimento de água.

 

Por outro lado, houve uma forte cobrança para a troca da rede de água em vias urbanas que estão para receber a pavimentação asfáltica pela Prefeitura. Pelo que eu entendi, 30 vias que já estariam com ordem de serviço assinada aguardam esse trabalho da Casan. Nesse ponto, a direção da Companhia prometeu melhorar a resposta para essas demandas.

 

Por fim, o tema concessão de água em Concórdia, cujo atual contrato vence no fim do ano que vem, também foi abordado, mas a presidente da Casan apenas limitou-se a dizer que as demandas estão sendo ouvidas e, encima disso, estabelece um planejamento para o atendimento. Ou seja, a leitura que eu faço é que o cumprimento de boa parte dos inúmeros pedidos do município é uma espécie de credencial moral da companhia para pleitear a continuidade da gestão do sistema de água e esgoto na maior cidade da Amauc.

 

Trocando em miúdos, se outrora a direção da Casan falava demais e fazia de menos ou demorava a fazer no que tange ao abastecimento de água, o comportamento agora é outro. Foram poucas palavras e, espera-se a partir desse ano, várias ações práticas.

 

Se a postura da estatal mudou no trato com as demandas do município. A imagem da Casan perante a opinião pública em Concórdia ainda não mudou!

 

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