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Darlan Romani e sua Kombi são destaques na página esportiva do UOL

Data 26/04/2019 às 09:22
Concordiense comprou um veículo de 1974, igual ao que era usado pelo pai falecido
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Há sete anos, seu Moacir Romani dirigia um ônibus de sua empresa de turismo levando idosos para uma excursão quando uma carreta colidiu com o veículo na rodovia Erechim-Concórdia (BR-153). Moacir morreu no local. Darlan Romani, um dos maiores nomes do atletismo brasileiro atualmente, perdeu o pai, mas não o esqueceu. Mesmo com 1,88m e 155 kg, ele se espreme atrás do volante de uma Kombi 1974 que comprou após o acidente.

 

Quem olha para o veículo com Darlan lá dentro questiona como alguém tão grande consegue dirigir o veículo. Mas não importa. A Kombi, que Darlan chama de seu xodozinho, é do mesmo modelo que o pai usava.

 

A ideia era reformar o veículo e deixá-la igual à do pai. Ainda não conseguiu. "Fiz a parte mecânica e ando com ela para cima e para baixo feliz da vida. É uma forma de homenagear o meu pai, cada vez que eu entro na Kombi eu fico olhando, pensando, eu lembro", diz o catarinense. Ele se diverte pela desconfiança com o carro. "A funilaria está feia. O pessoal olha, o cara que trouxe no guincho ficou olhando... Eu coloquei gasolina, coloquei a bateria. Ele falou 'isso aí não funciona'. Eu comecei a dar risada. Na primeira virada de chave, ela funcionou e ele ficou doido. É Kombi!".

 

Carro virou atração para atletas...

 

Darlan foi quinto colocado na Olimpíada de 2016 em sua prova. Entre fevereiro e abril de 2019, foi líder do ranking mundial, com um arremesso de 21,83 metros. Hoje, ele é o terceiro melhor atleta do planeta e uma das esperanças de medalha do Brasil no Pan-Americano de Lima, em julho, e para as Olimpíadas de Tóquio, em 2020.

 

Mesmo entre a intensa rotina de treinos, ele queria retribuir e mostrar o que o esporte fez para sua vida. Queria fazer eventos para ajudar crianças e divulgar o atletismo, mas ao conhecer a burocracia, aderiu ao instituto do ex-atleta Sanderlei Parrela, em Bragança Paulista. Ex-atleta do salto com vara, sua esposa Sara passou a ajudar Sanderlei na administração.

 

Tamanho é incomum também fora da Kombi

 

Darlan não é grande só dentro da Kombi. Fora também. Passear em um shopping decidido a comprar novas roupas não é uma opção. Não é fácil encontrar roupas de seu tamanho para vestir no dia a dia. "É bem difícil de achar roupa. Eu uso 4G. Quando você vê uma loja que tem, compra. Não tem aquilo de sair para comprar roupa, como a maioria das pessoas faz. Às vezes você está andando e vê tamanho grande, entra lá e se serviu, tem que levar, né", explica o atleta que mora em Bragança Paulista.

 

Além disso, não é qualquer peça que ele pode comprar como qualquer pessoa com o corpo menor. Há roupas que ele gostaria de comprar, mas nunca consegue encontrar no seu tamanho: "Um casaco de couro. Até hoje eu não achei um do meu tamanho".

 

Imagine um gigante de 1,88m e 155kg no avião

 

As dificuldades para viajar começam no despacho da bagagem até que Darlan consiga comprovar que é atleta. Ao adentrar o avião, o desconforto aumenta a cada hora nas longas viagens. Medindo 1,88 m e pesando 156 kg, o catarinense fica apertado na poltrona a cada voo. E são muitos para competir no esporte que escolheu.

 

Darlan carrega uma mala só para o material de treino do arremesso de peso. São bolas de ferro que pesam mais de 7 kg. "Sempre tem treta porque é uma bola de ferro pesada. Os caras várias vezes falaram que era bomba", conta Darlan. "Dia 29, eu estou indo para Doha para fazer a Diamond League e são 17 horas de voo. Eu sou um cara de 155 kg, sou pesado, sou grande, então imagine num banco do avião. Fica extremamente difícil", diz o atleta.

 

Fonte: EsporteUOL

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