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Dívidas do SAMU

Data 23/11/2011 às 08:00
Documento oficializando o cancelamento e explicando os motivos foi enviado à Câmara de Vareadores
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A correspondência enviada ao Legislativo Municipal de Concórdia pelo hospital São Francisco foi lida durante a sessão de ontem (23/11). No ofício o hospital comunica a suspenção dos atendimentos encaminhados através do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, o SAMU. 

A justificativa foi de que existem dívidas pendentes, valores esses que se aproximam dos R$ 700 mil. O primeiro a se manifestar na Tribuna foi o vereador Closmar Zagonel, do PMDB. Ele questionou que o documento não menciona de quem é a dívida, mas segundo ele, a população não pode pagar essa conta ficando sem atendimento.

O vereador Marnio Cadore, do PPS, disse que também existem dívidas de outros municípios, afirmou ainda que o oficio não deixa claro que será suspenso o atendimento da população de Concórdia. Porém, destacou que a maior parte da dívida segundo pode apurar é do governo estadual.

Já o vereador Alaor Camillo, do PT, sugeriu que o hospital entre com uma ação na justiça para cobrar as dívidas, mas não suspenda os atendimentos. Confira o que as razões apresentadas pelo Hospital São Francisco.

Em 31 de outubro do ano em curso expedimos comunicado à Sra. Secretária Municipal da Saúde, dando conta de que este Hospital tem crédito a receber do poder público, da ordem de R$ 693.191,38, relativos a atendimentos prestados a pacientes SUS, SAMU, cirurgias e procedimentos de campanhas anteriores, etc... Igual comunicação fora feita ao Coordenador Regional do SAMU.

Todos esses débitos foram formados a partir da aplicação da Tabela SUS, o que significa dizer que mesmo que houvessem sido recebidos nas épocas próprias, quando muito cobririam os custos operacionais com os atendimentos. E muitos deles têm origem em serviços prestados desde o ano de 2007, o que dá uma dimensão da gravidade do descaso das autoridades que, embora não contestem a prestação dos serviços e o direito deste Hospital em receber os valores, invariavelmente tentam transferir responsabilidade pela quitação dos mesmos para outras esferas de governo.

A vista do exposto e como não houve qualquer providência concreta do Poder Público com vistas à quitação do débito em epígrafe, que ao contrário tem se agravado, é a presente para comunicar ao Poder Legislativo Municipal, que esse Hospital não tem alternativas que não sejam a suspensão de atendimentos similiares aos que provocaram a inadimplência, a partir do próximo dia 26/11/2012, como forma de evitarmos o comprometimento definitivo das nossas finanças.


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