Estradas da região: Uma solução possível pode demorar além do imaginado
O caminho para a recuperação das rodovias estaduais é longo e isso, ao meu ver, também ficou expresso nas entrelinhas durante encontro promovido na manhã de ontem entre a Associação dos Municípios do Alto Uruguai Catarinense e o novo superintendente Oeste do Deinfra, Bruno Trennepoh.
O novo titular da pasta diz conhecer bem os problemas das estradas da região. O que é positivo. Afinal de contas, o conhecimento de uma situação é um gatilho importante para uma tomada de decisão.
Por outro lado, vejo que uma solução desejada por todos ainda vai demorar um pouco mais. Além da questão financeira do Estado, tem a Reforma Administrativa, enviada nesta semana pelo Governador Moisés, à Assembleia Legislativa.
Entre as propostas para enxugamento da máquina pública, Moisés pretende extinguir estruturas e a Secretaria de Infraestrutura será uma das mais afetadas. Conforme o texto, haverá a incorporaçãodas atribuições que hoje são do Deinfra e do Deter, o Departamento de Transportes e Terminais, que serão extintos.
Porém, não está bem claro o que será feito para substituir esses órgãos e como continuará a atuação do Goveno, por exemplo, na manutenção das estradas estaduais. É um cenário que ainda gera dúvidas.
Mas a questão não é de entendimento da nova formatação. É a sua consolidação operacional, que prevejo, levará um bom tempo.
Outro fator que deve deixar a região de orelhas em pé é o fato de que problemas nas estradas estaduais não é só uma exclusividade nossa. É geral, por todo o Estado. Se hipotéticamente, o Governo do Estado conseguir recursos para obras de recuperação ou revitalização, certamente, haverá uma definição de obras prioritárias, que terão a devida atenção neste momento. Se a região não se mexer, no sentido de mobilização, pode ficar vendo as máquinas indo para outras partes de Santa Catarina enquanto que nós ficaremos chupando o dedo.
Já foi comentado aqui nesse espaço. Independente dos resultados, a mobilização regional é importante. Os prefeitos, através da Amauc, estão no caminho certo. Se por ventura, a tão sonhada revitalização da SC 283 não iniciar durante esse governo, os municípios já estarão marcando posição firme frente a esses pedidos. Ou seja, o Governo do Estado estará mais do que ciente das necessidades desse pedaço de Santa Catarina.
Enquanto isso, vamos continuar convivendo com o paliativo nas nossas rodovias. Pelo que eu senti, a solução para isso deve demorar um pouco mais do que o imaginado.