Antigas
Família ainda consternadas por acidente em Itá
As causas da tragédia ainda não foram esclarecidas. O acidente envolveu uma Saveiro dirigida por Adilson Canale e uma Brasília dirigida por Lídio Hoff.
Nesta semana, o FolhaSete conversou com as três viúvas dos ocupantes da Brasília. Maria de Fátima Faria Chaves, 38 anos, era casada com Jair Fagundes. Ainda muito consternada com o acidente da última semana, ela não escondeu a desolação pela perda. "Não tem mais vida. Não tenho vontade de fazer nada mais". Maria de Fátima é funcionária de uma empresa prestadora de serviços em Seara. "Estou perdendo esses dias de trabalho. Não sei se vão me mandar embora ou não".
Da união de quatro anos com Fagundes, Maria de Fátima teve três filhos, além dos três que eram de uma relação anterior. "Estamos todos perdidos", resumiu. Sobre o futuro, disse que ainda não parou para pensar. "Não sei o que vou fazer". Maria de Fátima destaca que tem contado com o apoio da família. "Ele era uma pessoa maravilhosa. Era prestativo, querido e trabalhador. A vida dele era trabalhar e cuidar da família", enfatizou ao se referir ao marido morto.
Acidente
A viúva conta que ficou sabendo do acidente quando chegou em casa do serviço. "Me falaram que eles tinham se machucado e que era para eu subir no hospital. Só que fui ao hospital e não tinha ninguém para me informar". Maria de Fátima acrescenta que um parente ligou na Polícia Militar Rodoviária de Santo Antônio e foi assim que ficou sabendo que o marido havia falecido. Desde então, a tristeza não a abandonou mais.
Luto por perda é permanente
A família de Tânia Aparecida Oto, 38 anos, também está muito abalada pela perda de Francisco Siqueira, outra vítima do acidente registrado na semana passada, na SC-466. Segundo ela, a vida está difícil sem o companheiro de 16 anos. "Em dois, a gente sempre consegue superar as dificuldades. Estou levando a vida, mas com as crianças não está fácil. A gente faz de tudo para que elas se conformem". Tânia acrescenta que a família era muito unida. "Agora, até na hora de comer é uma dificuldade". Da união com Francisco nasceram quatro filhos, além de três que ela tinha de outra relação.
Tânia destaca que a perda do marido foi um choque. "Fiquei toda desorientada". De atestado médico, permanece em casa e tenta ganhar forças para dar continuidade à vida. Sobre o acidente, diz que ficou sabendo pela gerente da empresa onde trabalha. "Ela veio conversar comigo. Tentou me preparar, mas eu não imaginava isso". A viúva enfatiza que o apoio das famílias neste momento tem sido fundamental. "Tenho apoio da família dele, da minha e dos vizinhos. As amigas de serviço também vieram aqui. Estão me ajudando com o que podem".
Auxílio dos familiares
Outra família abalada pela tragédia registrada na semana passada é a de Jucimara Hoff, 27 anos. Casada há 11 anos com Lídio Hoff, ela teve dois filhos deste relacionamento. Passados 12 dias do acidente, a família continua muito abalada e não retornou para casa. Todos permanecem na casa de familiares e, aos poucos, tentam retomar a vida com normalidade.
Segundo Jucimara, os filhos voltaram a estudar e ela, a trabalhar. "Temos muita fé em Deus. Não consegui voltar para casa ainda. As crianças foram para escola e eu voltei a trabalhar, mas está muito difícil. Nunca vai voltar a ser como era, mas a gente tenta continuar a vida".
Ela acrescenta que os filhos estão tentando superar a perda do pai. "É muito triste, porque a família era unida. Ele era um pai muito presente e um bom marido. Está fazendo muita falta".
Inquérito foi instaurado
O delegado da Polícia Civil de Itá, Marcos Giovani da Silva, está conduzindo o inquérito policial que apura as causas do acidente registrado na segunda-feira, 4, na SC-466. Segundo ele, parte da documentação já está em suas mãos. "Recebi documentos da Polícia Rodoviária Estadual. Eles me mandaram o que tinham. Agora estou aguardando os laudos que vem do IGP, que são os laudos cadavéricos e de alcoolismo".
Marcos Giovani informou que será dado início ao processo de ouvir as testemunhas, polícia, membros da Secretaria da Saúde e bombeiros que atenderam a ocorrência. "Vai demorar certo tempo para a gente ouvir todos. Acredito que vai levar 30 a 40 dias para concluir o inquérito".
O delegado acrescenta que o laudo da Polícia Militar Rodoviária não define um ponto de impacto. "A gente trabalha com a possibilidade de culpa concorrente, quando ambos os veículos têm sua parcela de responsabilidade no acidente". (Jornal Folha Sete)
Nesta semana, o FolhaSete conversou com as três viúvas dos ocupantes da Brasília. Maria de Fátima Faria Chaves, 38 anos, era casada com Jair Fagundes. Ainda muito consternada com o acidente da última semana, ela não escondeu a desolação pela perda. "Não tem mais vida. Não tenho vontade de fazer nada mais". Maria de Fátima é funcionária de uma empresa prestadora de serviços em Seara. "Estou perdendo esses dias de trabalho. Não sei se vão me mandar embora ou não".
Da união de quatro anos com Fagundes, Maria de Fátima teve três filhos, além dos três que eram de uma relação anterior. "Estamos todos perdidos", resumiu. Sobre o futuro, disse que ainda não parou para pensar. "Não sei o que vou fazer". Maria de Fátima destaca que tem contado com o apoio da família. "Ele era uma pessoa maravilhosa. Era prestativo, querido e trabalhador. A vida dele era trabalhar e cuidar da família", enfatizou ao se referir ao marido morto.
Acidente
A viúva conta que ficou sabendo do acidente quando chegou em casa do serviço. "Me falaram que eles tinham se machucado e que era para eu subir no hospital. Só que fui ao hospital e não tinha ninguém para me informar". Maria de Fátima acrescenta que um parente ligou na Polícia Militar Rodoviária de Santo Antônio e foi assim que ficou sabendo que o marido havia falecido. Desde então, a tristeza não a abandonou mais.
Luto por perda é permanente
A família de Tânia Aparecida Oto, 38 anos, também está muito abalada pela perda de Francisco Siqueira, outra vítima do acidente registrado na semana passada, na SC-466. Segundo ela, a vida está difícil sem o companheiro de 16 anos. "Em dois, a gente sempre consegue superar as dificuldades. Estou levando a vida, mas com as crianças não está fácil. A gente faz de tudo para que elas se conformem". Tânia acrescenta que a família era muito unida. "Agora, até na hora de comer é uma dificuldade". Da união com Francisco nasceram quatro filhos, além de três que ela tinha de outra relação.
Tânia destaca que a perda do marido foi um choque. "Fiquei toda desorientada". De atestado médico, permanece em casa e tenta ganhar forças para dar continuidade à vida. Sobre o acidente, diz que ficou sabendo pela gerente da empresa onde trabalha. "Ela veio conversar comigo. Tentou me preparar, mas eu não imaginava isso". A viúva enfatiza que o apoio das famílias neste momento tem sido fundamental. "Tenho apoio da família dele, da minha e dos vizinhos. As amigas de serviço também vieram aqui. Estão me ajudando com o que podem".
Auxílio dos familiares
Outra família abalada pela tragédia registrada na semana passada é a de Jucimara Hoff, 27 anos. Casada há 11 anos com Lídio Hoff, ela teve dois filhos deste relacionamento. Passados 12 dias do acidente, a família continua muito abalada e não retornou para casa. Todos permanecem na casa de familiares e, aos poucos, tentam retomar a vida com normalidade.
Segundo Jucimara, os filhos voltaram a estudar e ela, a trabalhar. "Temos muita fé em Deus. Não consegui voltar para casa ainda. As crianças foram para escola e eu voltei a trabalhar, mas está muito difícil. Nunca vai voltar a ser como era, mas a gente tenta continuar a vida".
Ela acrescenta que os filhos estão tentando superar a perda do pai. "É muito triste, porque a família era unida. Ele era um pai muito presente e um bom marido. Está fazendo muita falta".
Inquérito foi instaurado
O delegado da Polícia Civil de Itá, Marcos Giovani da Silva, está conduzindo o inquérito policial que apura as causas do acidente registrado na segunda-feira, 4, na SC-466. Segundo ele, parte da documentação já está em suas mãos. "Recebi documentos da Polícia Rodoviária Estadual. Eles me mandaram o que tinham. Agora estou aguardando os laudos que vem do IGP, que são os laudos cadavéricos e de alcoolismo".
Marcos Giovani informou que será dado início ao processo de ouvir as testemunhas, polícia, membros da Secretaria da Saúde e bombeiros que atenderam a ocorrência. "Vai demorar certo tempo para a gente ouvir todos. Acredito que vai levar 30 a 40 dias para concluir o inquérito".
O delegado acrescenta que o laudo da Polícia Militar Rodoviária não define um ponto de impacto. "A gente trabalha com a possibilidade de culpa concorrente, quando ambos os veículos têm sua parcela de responsabilidade no acidente". (Jornal Folha Sete)
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