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Família de Ipumirim mora em casa que corre risco de desabar

Data 17/08/2017 às 19:00
O casal e afilha aguardam decisão da Justiça para deixar o local
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A casa está com várias rachaduras e a estrutura está comprometida / Fotos: Juliane Rell
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Uma família de Ipumirim entrou na Justiça solicitando ajuda, em função da casa que oferece risco de desabar. Um casal e uma adolescente residem no imóvel que fica no Loteamento Sintrial, no Bairro Colina do Sol. Eles compraram esta casa há cinco anos e há mais de três e meio, ela apresenta várias rachaduras. Uma perícia já foi feita e nesta semana um laudo foi emitido, mostrando que o risco é eminente.   

 

A dona de casa, Loiri Tomazzoni, conta que ela e o marido compararam o imóvel através do programa “Minha Casa Minha Vida”, do Governo Federal, e que receberam ela pronta. Cerca de um ano e meio depois os problemas começaram a aparecer. “A casa cedeu, tem muitas rachaduras e a gente sabe do risco. Procuramos a construtora, mas nunca houve acordo. Os Bombeiros e a Defesa Civil já pediram que saíssemos, mas não temos condições de pagar a prestação da casa e ainda um aluguel”, lamenta ela. “A casa está caindo, mas mesmo assim sempre pagamos as prestações em dia”, ressalta.

 

Ela também conta que a família é obrigada a dormir na sala e que com frequência é possível ouvir estalos nas paredes. “Nos quartos não temos como ficar, então jogamos os colchões na sala para dormir. E é como diz o ditado, dormimos sempre com um olho aberto, não tem como ficar tranquilos. A gente ouve o barulho nas perdes e no forro, principalmente quando chove bastante ou quando tem vento”, detalha Loiri.

 

Os advogados que trabalham no caso ingressaram com a ação ainda em 2015. Recentemente uma perícia foi feita na casa e o laudo apontou o risco que a família corre morando nela. “Estamos fazendo um pedido de Tutela de Urgência no processo, para que a família seja retirada e que os responsáveis paguem a mudança e o aluguel até o encerramento do processo”, relata o advogado William Fabry.  “Também vamos pedir, no final do processo, o ressarcimento dos valores investidos e danos morais, não é justo que a família pague por um imóvel que está nessa situação”, argumenta ele.

 

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