Famílias em área de risco
Os problemas relacionados ao grande volume de chuvas registrado no último final de semana de abril, seguem preocupando a administração municipal de Itá. Nesta semana, oito famílias precisaram ser removidas de suas residências no Bairro Floresta por causa de fendas surgidas em um morro atrás das casas. A constatação foi feita pela Defesa Civil do município, após informações de que algumas residências estavam apresentando problemas em suas estruturas em função de rachaduras no solo.
As oito famílias foram comunicadas do risco e da importância de saírem do local após a administração receber um parecer prévio da Defesa Civil, do Corpo de Bombeiros de Seara e de um geólogo. A remoção aconteceu na terça e quarta-feira ( 4 e 5 de maio ), informa o secretário de Assistência Social de Itá, Cristiano Zandonai, que acompanhou a transferência.
O prefeito Egídio Gritti informa que as famílias foram acomodadas em casas alugadas pela prefeitura até que a situação se resolva. "Nossa primeira preocupação foi com a vida destas pessoas, pois o risco é iminente neste local. Depois, tratamos de garantir a eles o mesmo conforto que tinham em suas casas, colocando-os em espaços dignos", observou Gritti.
Segundo o prefeito, se houver necessidade outras famílias serão retiradas do local. O secretário Cristiano Zandonai destaca que uma nova área também já está sendo verificada, caso a remoção tenha que ser definitiva. "O problema é que se voltar a chover como nos últimos dias, o deslizamento certamente irá atingir essas casas", analisou.
Na tarde desta quinta-feira (6), a Defesa Civil recebeu o laudo do Corpo de Bombeiros de Seara, atestando o risco oferecido pelas fendas abertas no morro. Segundo a presidente da COMDEC, Marta Bender Sartoretto, a preocupação agora é com a previsão de chuvas para este final de semana. "A Defesa Civil terá que ficar atenta e monitorando o local", enfatizou. A prefeitura de Itá ainda aguarda o laudo do geólogo que analisou o local.
O município de Itá está em Situação de Emergência desde o dia 28 de abril. As chuvas causaram um prejuízo de R$ 3,5 milhões aos cofres públicos, com danos em 70% das rodovias municipais e vários deslizamentos.