Furlan nega irregularidades na empresa Sadia
Um notícia sem pé nem cabeça. Foi assim que Luiz Fernando Furlan, co-presidente do Conselho de Administração BR Foods, rebateu, nesta terça-feira, a suspeita de que a Sadia usou operações bancárias vinculadas a exportação para praticar fraudes cambiais.
As irregularidades teriam ocorrido antes da união com a Perdigão. Presente na Agrogestão 2010, em Chapecó, o ex-presidente da empresa ressaltou que os Adiantamentos de Contrato de Câmbio (ACCs), usados na antecipação de recursos para exportadores, têm fiscalização rígida pelo Banco Central, com cruzamento de informações.
Segundo a denúncia, feita pelo jornal Folha de S. Paulo, documentos que integram inquérito da Polícia Federal apontam que a Sadia utilizou o mecanismo de ACC sem comprovar que realizou todas as exportações dos contratos. A suspeita é que as transações tenham sido feitas para enviar ou trazer dólares ao Brasil. Furlan alegou que a informação de que não houve entrega de mercadorias não procede.
-- Às vezes um adiantamento de contrato de câmbio feito em outubro terá sua carga entregue só no ano seguinte. A empresa está colaborando nas investigações da Polícia Federal como testemunha e não como ré -- argumenta. Furlan diz, ainda, que o período em que os contratos foram investigados são de 2000 a 2004, num período em que as reservas do país estavam baixas, o que facilitaria a verificação de irregularidades.
Ele repetiu o que diz a nota de esclarecimento da Sadia: todos os contratos de ACC estão lastreados em exportações efetivamente realizadas e registradas no Sistema de Informações do Banco Central (Sisbacen) e no Sistema Integrado de Comércio Exterior (Siscomex).