Ginecologista poderá voltar à cadeia em Joaçaba
O Tribunal de Justiça de Santa Catarina determinou que retorne à prisão o médico ginecologista de 66 anos suspeito de molestar pacientes durante consultas em Joaçaba. O TJSC cassou a decisão da comarca de Joaçaba, que tinha revogado a prisão preventiva do médico.
O ginecologista foi procurado nesta terça-feira em casa e no consultório, mas não foi localizado. É agora considerado foragido. O médico foi preso em março deste ano, mas ficou apenas um dia no Presídio Regional de Joaçaba, pois conseguiu a liberdade provisória.
O Ministério Público (MP) entrou com recurso no TJ pedindo a manutenção da prisão preventiva, que foi concedida nesta terça-feira. Segundo a promotoria, o pedido foi feito pela reincidência nos casos e para manter a ordem pública. O advogado do médico, Daniel Meira, informou que seu cliente deve se apresentar nesta quarta ou na próxima segunda-feira. A defesa vai recorrer da decisão.
Entenda o caso
O ginecologista é suspeito de molestar duas pacientes durante as consultas. Uma das mulheres estava grávida. Ele era investigado pelo Ministério Público desde 2008 e teve a prisão preventiva decretada no dia 12 de março, depois que uma paciente afirmou à polícia ter sido vítima de atos libidinosos, em janeiro.
A mulher teria flagrado o médico masturbando-se enquanto fazia o exame ginecológico. Na semana passada, ele prestou depoimento e negou todas as acusações.
Com base no relato da paciente e de outras testemunhas, a polícia o indiciou por estupro de vulnerável. O médico, que é boliviano e tem nacionalidade brasileira, atua há 35 anos em Joaçaba. Ele responde pela denúncia de violação sexual mediante fraude, com pena que varia de dois a seis anos de prisão. Outras cinco denúncias estão sendo apuradas.