Horácio Sandi: Justiça deve se posicionar nos próximos dias sobre laudo
A Justiça de Concórdia deve se posicionar nos próximos dias sobre o destino das famílias que ficaram desalojadas nas ruas Horácio Sandi e Victor Sopelsa. Nos últimos dias foi entregue o laudo do terreno que cedeu com as chuvas ocorridas no fim do primeiro semestre de 2017, que provocaram o deslizamento de encosta, que por sua vez atingiu imóveis e desalojou 18 famílias.
O estudo da área afetada foi determinado pela própria Justiça e a recomedação é que o local não volte a ser ocupado para habitação e seja destinado para interesse ambiental. A conclusão do laudo foi feita por uma equipe multidisciplinar formada por engenheiro ambiental, engenheiro civil, biólogo e geólogo que realizou trabalho de campo no período de 60 dias de prazo concedido pela Justiça para o levantamento dessas informações.
Procurado pela reportagem da Rádio Aliança, o engenheiro ambiental, Luiz Fernando Broetto, que também fez parte dessa equipe multidisciplinar, destacou que o laudo aponta para uma série de fatores que podem ter contribuído para o deslizamento de encosta entre as ruas Victor Sopelsa e Horácio Sandi. "O documento aponta para um aterro sem controle tecnológico de compactação, com depósito de material inadequado para tal fim; problemas de drenagem; maior parte do terreno com relevo superior a 30% de inclinação, além da fragilidade da encosta", resume.
Com base nessas informações, a Justiça de Concórdia tomará a decisão sobre a ocupação desse local e o destino das famílias que ficaram desalojadas.
Conforme já informado pela Rádio Aliança, 18 famílias deixaram suas casas entre essas duas ruas em função do deslizamento de encosta ocorrido durante as intensas chuvas ocorridas entre o fim de maio e início de junho de 2017. O movimento de terra danificou a estrutura de várias residências e comprometeu outros imóveis, que também foram evacuados. Desde então, todas as famílias que foram retiradas de suas casas estão morando em outros locais da cidade, cujo custo do aluguel, inicialmente, ficou sob a responsabilidade da Administração Municipal e os proprietários do aterro.