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MAB protocola pedido para que MPF convoque Tractebel

Data 09/04/2015 às 08:46
Proprietários de terra, que foram atingidos pelo reservatório da UHE de Itá, elencam treze pontos pendentes.
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Divulgação.
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O Movimento dos Atingidos por Barragens, da Região de Concórdia, MAB, protocolou um pedido para que o Ministério Público Federal convoque a Tractebel para que se posicione em relação às pendências que ainda existam com famílias produtoras e que tiveram terras alagadas pela formação do lago da Usina Hidrelétrica de Itá. A multinacional deverá ter um prazo de 60 dias para se pronunciar. Essa foi uma das decisões tomadas na tarde de quarta-feira, dia oito, após reunião ocorrida em Concórdia para levantar informações sobre os problemas que ainda não foram resolvidos entre a empresa que administra a UHE e quem foi afetado pelo enchimento do lago. Um roteiro de reuniões nos municípios vizinhos e lindeiros ao lago também foi definido.

De acordo com o coordenador regional do MAB, Gilberto Romani, treze pontos foram elencados pelos produtores como problemas que ainda precisam de uma solução e se arrastam desde a época que o reservatório foi formado. Dentre as principais ele diz que há relatos de propriedades localizadas nas margens do lago que se tornaram inviáveis, ainda mais depois da implantação do Código Florestal, que determina em algumas localidades uma faixa de mata ciliar que passa dos 70 metros. A relocação de estradas e a implantação de linhas de alta tensão também são outros fatores que inviabilizaram a propriedade.

Romani diz que outro problema foi levantado durante a reunião. "Há relatos de falta de terra em documentos. Por alguma razão, os produtores foram fazer a averbação ou inventário e constataram que a dimensão da propriedade não corresponde ao que está papelada da propriedade", finaliza.

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