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Merísio assume presidência da Alesc e LHS é derrotado no Senado

Data 02/02/2015 às 07:28
Domingo foi marcado pela posse dos eleitos em 2014 e eleições das mesas diretoras de cada Casa
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Deputados Estaduais de Santa Catarina eleitos par o mandato 2015-2019
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Merísio foi eleito por unanimidade

Independência, transparência e sintonia com a sociedade e os demais poderes foram os três compromissos destacados e assumidos pelo novo presidente da Assembleia Legislativa de Santa Catarina, Gelson Merisio (PSD), na solenidade de posse na manhã deste domingo, em Florianópolis.

Aos 48 anos, natural de Xaxim, Merisio foi o parlamentar mais votado com 119.280 votos. Nesta manhã, foi o candidato único à presidência.

— Transparência máxima, total e absoluta. É nossa obrigação e é assim que será — declarou em referência aos atos praticados pelo Legislativo.

O deputado disse que o desejo é construir uma sociedade mais justa, mais humana e menos desigual. Prometeu ouvir a voz das ruas e intensificar a presença nas regiões com agenda itinerante.

Ele destacou o cenário catarinense, principalmente na geração de empregos, e pediu união na busca das urgentes causas públicas, com "bom senso, ética e muita responsabilidade".

Após o discurso, já na cadeira da presidência, Merisio pediu rapidez na votação da mesa diretora para colaborar com os colegas que ainda pretendiam ir a Brasília neste domingo, onde também são realizadas as posses na Câmara e Senado. Nesse tempo, houve momentos de descontração.

O primeiro foi quando Merisio disse que "ainda não temos a fumaça branca", enquanto os deputados definiam os integrantes da chapa para a mesa diretora.

Em seguida, ao pedir a palavra, o deputado Kennedy Nunes (PSD) ouviu de Merisio que só a concederia porque estava trajado de gravata borboleta.

Numa rápida entrevista com alguns jornalistas, ainda no plenário, o presidente disse que também irá se empenhar em fiscalizar os atos dos próprios colegas.

Em 2014, a Assembleia teve momentos de grande turbulência, quando o então presidente, Romildo Titon (PMDB), foi afastado do cargo pelo Tribunal de Justiça em razão de denúncias apuradas na Operação Fundo do Poço.

Quatro deputados sairão para compor secretariado

O governador Raimundo Colombo (PSD) acompanhou a solenidade. A sessão para a leitura anual da mensagem do governador aos deputados está marcada para terça-feira, às 15h.

Quatro deputados estaduais deverão se licenciar para assumir cargos como secretários de estado. São eles Ada de Luca (Justiça e Cidadania), Carlos Chiodini (Desenvolvimento Econômico Sustentável), Milton Hobus (Defesa Civil) e Moacir Sopelsa (Agricultura e Pesca).

Com isso, os suplentes que assumirão cadeira na Assembleia são Luiz Fernando Cardoso, Carlos Fernando Coruja, Manoel Mota e Dalmo Claro de Oliveira.

Fonte: Diário Catarinense
 

 

Senado: Atual presidente se reelegeu por 49 votos contra 31 do ex-governador de SC

Renan Calheiros (PMDB-AL) confirmou o favoritismo. Com 49 dos 81 votos do plenário, foi reconduzido na tarde deste domingo para mais dois anos na presidência do Senado. Candidato independente, o ex-governador de SC Luiz Henrique da Silveira (PMDB-SC) recebeu 31 votos e ainda houve um voto nulo.

Um dos políticos mais influentes do país, Renan confirmou a reeleição graças à suas articulações entre os colegas e ao apoio do Planalto, que vê no alagoano um importante aliado para assegurar a governabilidade de Dilma Rousseff. As suspeitas de que ele estaria envolvido nos desvios da Petrobras, investigados na Operação Lava-Jato, não foram suficientes para impedir a vitória.
 
Aos 59 anos, é a terceira vez que Renan presidirá o Senado. Sua primeira passagem pelo posto, entre 2005 e 2007, foi marcada pelo escândalo que custou sua renúncia e quase o cassou. À época, ele foi acusado de ter despesas pagas por lobistas que trabalhavam com construtoras. Os repasses teriam quitado despesas pessoais de Renan, como aluguel e a pensão da filha que tem com a jornalista Mônica Veloso.
 
Renan renunciou à presidência do Senado em dezembro 2007. Acabou escapando da cassação e amargurou um período de maré baixa. Reeleito para o terceiro mandato consecutivo em 2010, recuperou força aos poucos. Em 2013, quase seis anos após a renúncia, voltou à presidência da Casa, cargo para o qual foi reconduzido na tarde deste domingo.

Para se reeleger, Renan precisou usar sua influência no Senado e no Planalto. Ele foi surpreendido pela candidatura independente do catarinense Luiz Henrique, que recebeu apoio de uma coalizão de legendas, que inclui PSDB, DEM, PP, PDT, PSB, PSOL e PPS.
 
A vitória de Renan garante ao governo Dilma um aliado eficiente, mas que costuma cobrar caro pelos acordos. Seu controle sobre os demais senadores é considerado vital para garantir um ambiente menos hostil para o Planalto, em especial diante das denúncias da Lava-Jato, da ameaça de nova CPI da Petrobras e da necessidade de aprovar as medidas de ajuste fiscal.

Fonte: Diário Catarinense
 

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