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Moradores atingidos por deslizamento falam em protesto

Data 29/05/2019 às 15:03
Famílias da Horácio Sandi e Victor Sopelsa não querem que obras iniciem sem definir as indenizações
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Local está interditado desde que ocorreu o deslizamento em maio de 2017
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“Ninguém volta a morar naquelas casas”. A afirmação é de Elizandro Tavares, um dos moradores que teve que deixar a residência após o deslizamento de terra que ocorreu entre as ruas Horácio Sandi e Victor Sopelsa, em Concórdia, em maio de 2017. O anúncio da autorização para a revitalização do espaço público afetado deixou os moradores apreensivos. Segundo Tavares, as famílias estão se mobilizando para fazer um protesto e não vão permitir que se entre no local sem definir quem será o responsável pelo pagamento das indenizações.

 

Em 31 de maio de 2017, o terreno que fica entre as duas ruas deslizou depois de um grande volume de chuva. Dezoito famílias tiveram que deixar as casas e o local permanece interditado. Treze famílias recebem auxílio mensal de R$ 1 mil para custear as despesas de aluguel.

 

Segundo Tavares, os moradores ficaram mais apreensivos depois uma teleconferência que foi realizada na Prefeitura de Concórdia na última segunda-feira, 27, com o engenheiro Anderson Fonini, da FGS Geotecnia, que é a responsável pelo projeto revitalização da área. “O que nos deixou assustados é que o engenheiro disse que as casas que ficam abaixo da Horácio Sandi não serão retiradas e as de cima serão demolidas, mas existe a possibilidade de o terreno ser aproveitado e ser construído novamente. Como é que vamos voltar lá? A qualquer chuva que der ninguém ficará dentro de casa. Meu filho até o fim do ano passado eu levei em psicóloga toda a semana”, ressalta Tavares.

 

O morador relata que há rachaduras nas casas que não serão demolidas e as famílias não sentem segurança para morar lá novamente. “O laudo da perícia diz que não pode voltar. Aí esse engenheiro que fez o projeto antes da perícia informa que pode. Queremos deixar bem claro que ninguém volta para lá”, pontua Tavares.

 

O que os moradores gostariam é que o Judiciário definisse quem deverá pagar a indenização pelo patrimônio que foi atingido pelo deslizamento. “Se eles quiserem fazer um acordo, passamos os imóveis para a prefeitura ou para os proprietários do terreno e vamos construir em outro lugar. Ninguém mexe naquelas casas até que não se tenha uma solução”, destaca Tavares. As famílias também estão falando em acampar em frente à prefeitura e à empresa dos proprietários do terreno, impedir o início das obras e fazer greve de fome.

 

 Posição da prefeitura e dos proprietários do terreno

 

Uma ação corre na Justiça desde 2017 e o Judiciário ainda não definiu quem será responsabilizado por essa situação. O assessor Jurídico da Prefeitura de Concórdia, Filipe Stechinscki, diz que o Município aceita fazer acordo, desde que haja um entendimento entre todas as partes (prefeitura, moradores, Ministério Público e proprietários do terreno). Os proprietários do terreno que deslizou aguardam uma definição da Justiça.

 

 

 

 

 

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