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Morre o frei Simão

Data 09/02/2010 às 08:40
Simão foi pároco em Concórdia da década de 70 e inaugurou a Igreja Matriz
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Em telefonema, o guardião de Bragança Paulista, Frei Carlos Pierezan, comunicou o falecimento de Frei Simão, ocorrido por volta das 10h15, desta segunda-feira, dia 8, no Hospital da USF. Na tarde de ontem, domingo, dia 7, Frei Carlos havia conversado com o médico responsável e recebeu a informação de que Frei Simão teria que passar pela 3ª cirurgia do abdome para, novamente, conter o vazamento dos intestinos, pois os pontos haviam supurado.

Curiosamente, como nas duas vezes anteriores, ele foi operado na noite do domingo, com início às 20hs e término aproximado às 22h30. Frei Carlos ainda não havia recebido a informação da causa da morte, mas provavelmente tenha sido infecção generalizada com falência múltipla dos órgãos. Este era o quadro que a cirurgia queria combater.

Os irmãos e sobrinhos de Frei Simão, residentes em Ponta Grossa, PR, diversas vezes estiveram em Bragança acompanhando sua luta. Numa das ocasiões, quando já se prenunciava sua morte, a família solicitou do Ministro Provincial Frei Fidêncio, a licença para que ele pudesse ser sepultado junto dos pais e irmãos falecidos.

Apesar da praxe franciscana ser outra, e depois de explicar à família, diante do sofrimento dos irmãos, autorizou o translado do corpo. De modo que, segundo Frei Carlos adiantou, o corpo será preparado na tarde de hoje e, provavelmente transportado para Ponta Grossa no início da noite. Não temos ainda a informação do horário e local da missa exequial e sepultamento.

o 1969 - 1976 - Vigário paroquial (69 e 70); Pároco e guardião (71 a 76), em Concórdia, SC.

O Frade Menor

o Se há entre nós, frades da Imaculada, alguém que possa, de fato, ser considerado missionário por excelência, este é Frei Simão Laginski. Não apenas pela soma dos anos dedicados explicitamente às missões mas, sobretudo pela sua postura, vocação e disposição permanente em acolher os diferentes chamados que Deus foi fazendo em sua vida.

o Precisaríamos de muito espaço e tempo para descrever o perfil deste frade menor. Hoje, quero emprestar as palavras de Frei Neylor Tonin, enviadas por e-mail, durante o tempo de seu calvário e agonia no hospital da USF. Ele resumiu os sentimentos de todos nós, confrades de Frei Simão.

"Lamento muito a dolorosa, para não dizer martírica, situação em que se encontra nosso querido confrade Frei Simão. Estou escrevendo, hoje, dia 1o. de fevereiro, antes de seu anunciado passamento. Queira Deus que não aconteça, agora. Mas se acontecer, seja feita a Sua vontade. Frei Simão me merece grande admiração. Foi um batalhador incansável, um guerreiro de grandes ideais. Era irrequieto, não se entregava nunca. Nunca o vi desanimado nem confessando que estava entregando os pontos, não importa o desafio que tinha que enfrentar. Era um frade de cabeça erguida, alimentava e era movido por um grande fogo interior que lhe queimava a alma e o espírito. Se morrer, creio que Deus lhe dirá no momento do encontro definitivo:

Basta de lutar, meu filho. Agora, é hora de descansar. Obrigado por ter sido um apóstolo tão zeloso no Reino do meu Filho. Aqui estão Jesus e Maria para dar-lhe as boas vindas. Vá entrando que a casa é sua". Estou rezando há dias por ele, para que a morte não lhe seja angustiosa, mas o encontre fazendo mais um ato de fé, coisa que fez com a vida toda. Um abraço para ele. Continuarei rezando para que Deus afaste dele os fantasmas da hora fatal. Se pudesse estar com ele, lhe diria: "FREI SIMÃO, estou aqui para beijar suas mãos que tanto bem fizeram a tanta gente e para lhe confessar como confrade que lhe tenho grande admiração. Você foi um lutador, um profeta do Evangelho, uma pessoa em que o poder de Deus foi bem sucedido". 

Frei neylor j. tonin, irmão menor e pecador

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