Mortes: Médico é investigado
O gastroenterologista Denis Conci Braga pagou uma fiança de R$ 2,5 mil e foi liberado depois de prestar depoimentos na noite de sexta-feira, na Delegacia de Polícia de Joaçaba, Meio-Oeste, sobre a morte de duas pacientes após fazerem exame de endoscopia na clínica onde ele trabalha na sexta-feira.
Cinco pacientes que também fizeram o procedimento na Conci Clínica Médica continuam internadas, com risco de morte, em hospitais da região.
O médico teria dito, segundo seu advogado, Germano Bess, que o procedimento adotado foi padrão e que não sabe o que pode ter ocorrido. Ele destacou que já havia realizado entre 400 e 500 endoscopias sem qualquer problema nos pacientes.
O delegado Maurício Pretto, responsável pelo caso, informou que o médico será autuado em flagrante por homicídio culposo (sem a intenção de matar). Morreram após o exame a dona de casa Maria Rosa dos Santos, de 52 anos, moradora do bairro Santa Tereza, e a agricultura de Iomerê, no Meio-Oeste, Santa Aparecida Sipp, de 62 anos.
Outras cinco pessoas estão sendo atendidas em hospitais de Joaçaba e Videira. Três dos pacientes são de Iomerê, dois são de Joaçaba. Elas estão em estado grave com risco de morte.
Anestesia
A investigação preliminar da polícia aponta que as mortes aconteceram em decorrência da utilização da anestesia intravenosa Compaz Diazepan, injetada nas pessoas antes dos exames. As duas vítimas morreram antes mesmo de deixar a clínica. Elas fizeram a endoscopia e esperavam o momento de ir embora do local quando começaram a passar mal.
No início da noite, técnicos do Instituto Geral de Perícias (IGP) e o médico legista Ricardo Marques, que também é gastroenterologista, estiveram no local para acompanhar as investigações. Eles recolheram luvas cirúrgicas, amostras de água destilada, ampolas das anestesias utilizadas e vistoriaram o consultório.
Fonte: DIARIO.COM.BR