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Motorista de Arabutã assaltado em São Paulo relata momentos de tensão

Data 04/02/2019 às 08:15
Ele estava com a filha de 14 anos no caminhão
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Caminhão e carreta da empresa de Ipumirim ainda não foram encontrados
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O caminhoneiro Decio Kobs, 51 anos, que reside em Arabutã e é motorista da empresa Transportes Raízes, de Ipumirim, foi assaltado na noite de quinta-feira, dia 31, na Rodovia Presidente Dutra, em Caçapava, São Paulo. Ele, que estava com a filha de 14 anos no caminhão, deu detalhes ao Jornalismo da Aliança, de como os bandidos agiram. O condutor e a menina foram soltos na madrugada de sexta-feira, por volta de 5h e estão em casa.

 

Kobs conta que carregou suco em Caçapava e iria levar até Curitiba, PR. Ele parou em um posto de combustíveis por volta de 21h, onde foi rendido por dois bandidos que estavam armados com revólveres. “Não vi de onde surgiram, mas já chegaram com uma pistola cromada gritando, perdeu, perdeu. Colocaram-me na cabine de volta, onde estava minha filha e mandaram a gente ficar quietos”, detalhou. “Disseram que queriam só a carga e que se eu não reagisse e não tentasse nada, eles iriam nos liberar. Também me disseram que eles estavam em vários, não eram apenas os dois”, relatou o caminhoneiro.

 

Os bandidos colocaram uma camisa no rosto dele para que não visse o caminho que seguiam. Para a filha do motorista os assaltantes pediram que ficasse com as mãos no rosto a todo o momento. Eles também pegaram os celulares do motorista e da menina. “Rodamos com o caminhão por um tempo, mas depois nos colocaram em um carro. Consegui ver que era um Voyage. Rodamos bastante e em alta velocidade. Depois, em outro ponto, embarcamos em um Astra e rodamos até um beco, onde outros dois bandidos aguardavam em uma casinha. Lá nos colocaram em dois colchões e disseram que ficaríamos por ali por um tempo”, comentou.  

 

Kobs conta que já na madrugada, outro veículo foi até o beco pegar pai e filha. Eles foram levados até um ponto perto do Ceasa em SP, onde foram liberados. “Nos devolveram os celulares, mas os aparelhos estavam sem bateria. Caminhamos até um posto de combustível e lá conseguimos informar a Polícia e familiares”, concluiu.

 

Medo:

O motorista contou que ele e a filha não foram agredidos, mas ele relata que teve muito medo que os bandidos fizessem algo com a filha. “Principalmente na casa. Os dois que estavam lá, usaram drogas e eu tive medo que ficassem fora de si e que tentassem fazer algo com ela. Eu não ia admitir e o pior poderia ter acontecido”, conta Kobs.

 

Indignação:

O motorista de Arabutã relatou indignado, que ao fazer o Boletim de Ocorrência, foi surpreendido pelos policiais. “Eles me disseram que não têm como bater de frente com os bandidos, pois o armamento dos assaltantes é melhor, as viaturas estão sucateadas e inclusive os próprios policiais muitas vezes tiram dinheiro do bolso para fazer consertos”, relatou. “Aí eu pergunto. Quais as condições que nós, cidadãos de bem, temos para trabalhar? Cadê a nossa segurança?. São tantas as exigências que fazem, cobrando das empresas e dos motoristas. Qualquer coisa que tiver de errado nos caminhões, já nos punem. Mas e onde está a resposta quando nós necessitamos?”, questiona e lamenta o caminhoneiro.

 

O caminhão:

A carreta tem placa MLV 2333 e o cavalo MLD 6443. O conjunto ainda não foi encontrado. O motorista e o dono da empresa estão em contato com outros caminhoneiros e com a polícia, mas até o momento não receberam informações.

 

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