Antigas
MPF investiga denúncia de insegurança na Embrapa
O Ministério Público Federal abriu inquérito para apurar as denúncias de possíveis irregularidades na Embrapa Suínos e Aves de Concórdia. O procurador da República, Andrei Mattiuzi Balvedi, fez o encaminhamento na última terça-feira, dia 22, depois de denúncias encaminhadas à imprensa local sobre a falta de segurança na manipulação de material genético no laboratório de sanidade animal.
Nas próximas horas a Empresa Brasileira de Pesquisas Agropecuária, situada em Tamanduá, será notificada pela Procuradoria da República que busca mais informações sobre a situação.
Em outubro, após a morte de um funcionário da unidade da Embrapa em Concórdia, uma nota foi encaminhada à imprensa por um suposto funcionário que não quis se identificar. No relato, o autor lamentou a morte do colega de trabalho e levantou a preocupação com a suposta insegurança. O suposto funcionário também declarou: "Com o peito apertado, dolorido, de ver o tempo passar e perder mais um colega venho suplicar um pedido de socorro. Nossa saúde é fundamental para quer possamos trabalhar".
Esclarecimentos da Direção da Embrapa
A Embrapa Suínos e Aves vem por meio desta esclarecer os fatos divulgados através de uma mensagem eletrônica anônima enviada na madrugada deste dia 4 de outubro a empresas e veículos de comunicação da região. O e-mail utiliza o lamentável falecimento do colega André Schnorr, ocorrido no último domingo, no Hospital São Francisco, em Concórdia (SC), para publicar acusações e conclusões sem qualquer fundamento. Tal atitude é veementemente repudiada porque pode causar desinformação e preocupação na sociedade, especialmente a local.
Apesar da grande perda do colega André, a Embrapa Suínos e Aves, diante do seu papel público e responsabilidade social, reuniu um grupo de pesquisadores e técnicos que atuam no Laboratório de Sanidade e Genética Animal (LSGA) e no Setor de Gestão de Pessoas (SGP), juntamente com a Chefia, na manhã desta terça-feira, 4 de outubro, para analisar o ocorrido e o conteúdo da carta anônima intitulada "Socorro - na Embrapa Suínos e Aves". Com a intenção de oferecer à sociedade a versão oficial dos fatos e informações confiáveis, respondemos a cada um dos pontos colocados em dúvida:
1) A comunidade local e regional não corre qualquer risco em virtude das pesquisas em sanidade e genética animal desenvolvidas pela Embrapa Suínos e Aves. Os laboratórios da Unidade seguem todos os protocolos nacionais e internacionais de segurança biológica, com acesso restrito de pessoas. Além disso, a equipe possui a formação, treinamento e equipamentos de segurança necessários para atuar com os micro-organismos envolvidos nas pesquisas. Portanto, não procede de maneira alguma a dúvida levantada pelo e-mail anônimo e a Unidade mostra-se aberta para receber a qualquer momento auditorias (além das que normalmente recebe) para avaliar os procedimentos laboratoriais em uso.
2) É importante enfatizar também que o colega falecido atuava na área de genética animal. Assim, não trabalhava com micro-organismos causadores de doenças em seres humanos.
3) O e-mail anônimo cita a morte de outros colegas que atuaram no Laboratório de Sanidade e Genética Animal no passado. Desde que foi criada, em 1975, dois colaboradores faleceram enquanto trabalhavam na Unidade com Sanidade Animal, um em 1991 e outro em 2006. Comprovadamente, nenhum desses colegas teve a causa da morte associada com o trabalho que desenvolviam na Embrapa Suínos e Aves.
4) O e-mail anônimo tenta ainda fazer uma relação entre casos de câncer entre empregados e a atuação no Laboratório de Sanidade e Genética Animal. A relação é absurda e leviana, pois não há nenhuma evidência de causa e efeito de acordo com o acompanhamento médico periódico realizado na Empresa.
5) A Empresa atende a legislação trabalhista e busca a prevenção de acidentes e doenças ocupacionais por meio do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais e do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional. Esses programas garantem o monitoramento da saúde dos empregados, inspeções e treinamentos e o fornecimento de toda a proteção individual e coletiva necessárias à realização das atividades. No caso de André Schnorr, ele completaria um ano de trabalho amanhã, 5 de outubro, e estava com exame periódico agendado para as 14h20 do dia 26 de outubro de 2011. Os colegas de sala informaram que ele vinha apresentando um quadro de febre e preocuparam-se em prestar auxílio porque ele residia sozinho e há pouco tempo na cidade. André compareceu ao serviço de emergência do Hospital São Francisco, conforme atestado médico, no dia 20 de setembro de 2011. No dia 30 de setembro deste ano consta outro atendimento e atestado, dessa vez em consultório médico. Nas duas ocasiões, ele foi medicado conforme orientação dos profissionais que o atenderam. Mesmo assim, no dia 2 de outubro, ao redor das 9h da manhã, ele foi levado por um colega ao Pronto Socorro do Hospital São Francisco outra vez, onde veio a falecer às 14h45, conforme atestado de óbito. O ocorrido é lamentável, não esperado e a Empresa verificará outros atendimentos médicos procurados pelo colega e os encaminhamentos que foram realizados. A Unidade também buscará junto à família os resultados dos exames realizados na última internação para conhecer a causa do óbito.
6) Ao contrário do que sugere o e-mail anônimo, a Chefia da Embrapa Suínos e Aves e colegas tomaram todas as medidas ao alcance para auxiliar ao André. Posteriormente à morte, também foi prestado apoio à família. Em nenhum momento houve descaso ou falta de consideração. Isso fica claro quando se observa a sucessão de fatos relacionados ao falecimento. No domingo pela manhã, colegas de trabalho levaram e acompanharam o atendimento de André no Pronto Socorro do Hospital São Francisco. Após o óbito, imediatamente a Chefia da Unidade e colegas de trabalho compareceram ao hospital e tomaram todas as providências para os encaminhamentos legais e conforto à família. No âmbito interno, foram feitas as comunicações necessárias. A mensagem anônima cita até que não houve consternação pela morte do colega, dando como exemplo a não colocação da bandeira brasileira existente na Unidade a meio mastro (conforme a legislação nacional, esse ato simbólico é realizado apenas em momentos em que é decretado luto oficial pelo poder executivo). Esse comentário provoca indignação na Unidade, já que em nenhum momento o ocorrido com o colega foi ignorado.
7) Por fim, a Embrapa é marcada em sua trajetória por ser uma empresa plural, que abre espaço para o contraditório. Exemplo disso é que a Empresa mantém uma Ouvidoria. Os empregados possuem liberdade para questionar as chefias imediatas ou a chefia geral, sem correr o risco de perder a função que exercem. Portanto, é incompreensível que alguém, que se diz colaborador da Embrapa há 20 anos, tenha agido de forma anônima e irresponsável antes de ter se manifestado internamente.
Dirceu Talamini
Chefe Geral da Unidade
Participantes da reunião: Arlei Coldebella, Catia Silene Klein, Dirceu Bassi, Elsio Figueiredo, Fernando Luis De Toni, Jean Vilas Boas, José Rodrigo Pandolfi, Júnior Parisotto, Lucas Scherer Cardoso, Luizinho Caron, Monalisa Leal Pereira, Mônica Ledur, Paulo Augusto Esteves e Rejane Schaefer.
Nas próximas horas a Empresa Brasileira de Pesquisas Agropecuária, situada em Tamanduá, será notificada pela Procuradoria da República que busca mais informações sobre a situação.
Em outubro, após a morte de um funcionário da unidade da Embrapa em Concórdia, uma nota foi encaminhada à imprensa por um suposto funcionário que não quis se identificar. No relato, o autor lamentou a morte do colega de trabalho e levantou a preocupação com a suposta insegurança. O suposto funcionário também declarou: "Com o peito apertado, dolorido, de ver o tempo passar e perder mais um colega venho suplicar um pedido de socorro. Nossa saúde é fundamental para quer possamos trabalhar".
Esclarecimentos da Direção da Embrapa
A Embrapa Suínos e Aves vem por meio desta esclarecer os fatos divulgados através de uma mensagem eletrônica anônima enviada na madrugada deste dia 4 de outubro a empresas e veículos de comunicação da região. O e-mail utiliza o lamentável falecimento do colega André Schnorr, ocorrido no último domingo, no Hospital São Francisco, em Concórdia (SC), para publicar acusações e conclusões sem qualquer fundamento. Tal atitude é veementemente repudiada porque pode causar desinformação e preocupação na sociedade, especialmente a local.
Apesar da grande perda do colega André, a Embrapa Suínos e Aves, diante do seu papel público e responsabilidade social, reuniu um grupo de pesquisadores e técnicos que atuam no Laboratório de Sanidade e Genética Animal (LSGA) e no Setor de Gestão de Pessoas (SGP), juntamente com a Chefia, na manhã desta terça-feira, 4 de outubro, para analisar o ocorrido e o conteúdo da carta anônima intitulada "Socorro - na Embrapa Suínos e Aves". Com a intenção de oferecer à sociedade a versão oficial dos fatos e informações confiáveis, respondemos a cada um dos pontos colocados em dúvida:
1) A comunidade local e regional não corre qualquer risco em virtude das pesquisas em sanidade e genética animal desenvolvidas pela Embrapa Suínos e Aves. Os laboratórios da Unidade seguem todos os protocolos nacionais e internacionais de segurança biológica, com acesso restrito de pessoas. Além disso, a equipe possui a formação, treinamento e equipamentos de segurança necessários para atuar com os micro-organismos envolvidos nas pesquisas. Portanto, não procede de maneira alguma a dúvida levantada pelo e-mail anônimo e a Unidade mostra-se aberta para receber a qualquer momento auditorias (além das que normalmente recebe) para avaliar os procedimentos laboratoriais em uso.
2) É importante enfatizar também que o colega falecido atuava na área de genética animal. Assim, não trabalhava com micro-organismos causadores de doenças em seres humanos.
3) O e-mail anônimo cita a morte de outros colegas que atuaram no Laboratório de Sanidade e Genética Animal no passado. Desde que foi criada, em 1975, dois colaboradores faleceram enquanto trabalhavam na Unidade com Sanidade Animal, um em 1991 e outro em 2006. Comprovadamente, nenhum desses colegas teve a causa da morte associada com o trabalho que desenvolviam na Embrapa Suínos e Aves.
4) O e-mail anônimo tenta ainda fazer uma relação entre casos de câncer entre empregados e a atuação no Laboratório de Sanidade e Genética Animal. A relação é absurda e leviana, pois não há nenhuma evidência de causa e efeito de acordo com o acompanhamento médico periódico realizado na Empresa.
5) A Empresa atende a legislação trabalhista e busca a prevenção de acidentes e doenças ocupacionais por meio do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais e do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional. Esses programas garantem o monitoramento da saúde dos empregados, inspeções e treinamentos e o fornecimento de toda a proteção individual e coletiva necessárias à realização das atividades. No caso de André Schnorr, ele completaria um ano de trabalho amanhã, 5 de outubro, e estava com exame periódico agendado para as 14h20 do dia 26 de outubro de 2011. Os colegas de sala informaram que ele vinha apresentando um quadro de febre e preocuparam-se em prestar auxílio porque ele residia sozinho e há pouco tempo na cidade. André compareceu ao serviço de emergência do Hospital São Francisco, conforme atestado médico, no dia 20 de setembro de 2011. No dia 30 de setembro deste ano consta outro atendimento e atestado, dessa vez em consultório médico. Nas duas ocasiões, ele foi medicado conforme orientação dos profissionais que o atenderam. Mesmo assim, no dia 2 de outubro, ao redor das 9h da manhã, ele foi levado por um colega ao Pronto Socorro do Hospital São Francisco outra vez, onde veio a falecer às 14h45, conforme atestado de óbito. O ocorrido é lamentável, não esperado e a Empresa verificará outros atendimentos médicos procurados pelo colega e os encaminhamentos que foram realizados. A Unidade também buscará junto à família os resultados dos exames realizados na última internação para conhecer a causa do óbito.
6) Ao contrário do que sugere o e-mail anônimo, a Chefia da Embrapa Suínos e Aves e colegas tomaram todas as medidas ao alcance para auxiliar ao André. Posteriormente à morte, também foi prestado apoio à família. Em nenhum momento houve descaso ou falta de consideração. Isso fica claro quando se observa a sucessão de fatos relacionados ao falecimento. No domingo pela manhã, colegas de trabalho levaram e acompanharam o atendimento de André no Pronto Socorro do Hospital São Francisco. Após o óbito, imediatamente a Chefia da Unidade e colegas de trabalho compareceram ao hospital e tomaram todas as providências para os encaminhamentos legais e conforto à família. No âmbito interno, foram feitas as comunicações necessárias. A mensagem anônima cita até que não houve consternação pela morte do colega, dando como exemplo a não colocação da bandeira brasileira existente na Unidade a meio mastro (conforme a legislação nacional, esse ato simbólico é realizado apenas em momentos em que é decretado luto oficial pelo poder executivo). Esse comentário provoca indignação na Unidade, já que em nenhum momento o ocorrido com o colega foi ignorado.
7) Por fim, a Embrapa é marcada em sua trajetória por ser uma empresa plural, que abre espaço para o contraditório. Exemplo disso é que a Empresa mantém uma Ouvidoria. Os empregados possuem liberdade para questionar as chefias imediatas ou a chefia geral, sem correr o risco de perder a função que exercem. Portanto, é incompreensível que alguém, que se diz colaborador da Embrapa há 20 anos, tenha agido de forma anônima e irresponsável antes de ter se manifestado internamente.
Dirceu Talamini
Chefe Geral da Unidade
Participantes da reunião: Arlei Coldebella, Catia Silene Klein, Dirceu Bassi, Elsio Figueiredo, Fernando Luis De Toni, Jean Vilas Boas, José Rodrigo Pandolfi, Júnior Parisotto, Lucas Scherer Cardoso, Luizinho Caron, Monalisa Leal Pereira, Mônica Ledur, Paulo Augusto Esteves e Rejane Schaefer.
Enquete
Clima
Tempo em Concórdia-SC
Umidade:
Vento:
Antigas