MPT aciona transportadora
O Ministério Público do Trabalho pretende regularizar a jornada de trabalho dos caminhoneiros de uma empresa de Concórdia. Na semana passada o procurador Guilherme Kirsting, ingressou com uma ação civil pública na Vara do Trabalho tentando regularizar a situação da categoria. Na proposta do Ministério Público do Trabalho, o caminhoneiro poderá cumprir uma jornada de trabalho de oito horas por dia e 44 horas semanais. Além disso, o intervalo ou período para descanso deve respeitar 11 horas.
Uma audiência com representantes da empresa deverá ser marcada para os próximos meses, segundo o procurador. Ele explica ainda o MPT quer evitar uma jornada de trabalho exaustiva aos motoristas que trabalham várias horas sem intervalo. "São pouca as empresa que respeitam o caminhoneiro. Muitas vezes ele precisa tomar alguns produtos para se manter acordado", pontua. Conforme Kirsting, muitos caminhoneiros também complementam o salário através de uma porcentagem do faturamento do caminhão.
O procurador reitera que está muito preocupado com a saúde dos caminhoneiros e com os vários acidentes que são registrados nas estradas. Ele revela ainda que são poucas as empresas que se preocupam com essa situação e regularizam a jornada de trabalho dos motoristas. Kirsting afirma que pretende buscar junto com a empresa uma alternativa para controlar a jornada de trabalho dos caminhoneiros.