MPT quer reduzir ritmo na Sadia
O Ministério Público do Trabalho, unidade de Joaçaba, ingressou com nova ação civil pública contra a Sadia, em Concórdia. A preocupação é com o ritmo de trabalho e a saúde dos funcionários que estão nas linhas de produção da agroindústria. Segundo levantamentos do procurador Guilherme Kirsting, desde 2003, foram cerca de 200 acidentes de trabalho na unidade local.
Ele afirma que o número é preocupante e pretende buscar junto a Vara da Justiça do Trabalho de Concórdia a limitação dos movimentos repetitivos, a redução da jornada de trabalho com no máximo cinco horas de atividades repetitiva e a implantação de "paradas" de 10 minutos para cada 50 minutos trabalhados.
Kirsting reitera que a postura forçada, o ritmo excessivo e as atividades repetitivas têm levado muitos trabalhadores a registrar problemas de saúde. "É preciso controlar esses fatores de risco e como na nossa visão a empresa não tem feito isso adequadamente eu (procurador) ingressei com a ação civil pública visando através do judiciário impor essas obrigações", reteira.
O procurador do Ministério Público ainda quer a restituição de R$ 20 milhões por parte da empresa por dano moral coletivo. O valor deverá ser repassado ao Fundo Estadual da Saúde.