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Mulher é presa pela morte de Maltauro em Barra do Tigre

Data 31/01/2010 às 16:55
Sirlei Boiani e mais quatro estão envolvidos no assassinato de seu marido
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A Polícia Civil prendeu na sexta-feira, dia 29, Sirlei Boiani, ex-esposa de Emídio Maltauro, assassinado no dia 3 de janeiro, em Barra do Tigre, interior de Concórdia. Ela teve a prisão decretada pela Justiça de Concórdia por supostamente ter ligação no homicídio. O inquérito também foi concluído e entregue ao judiciário que dará sequência ao caso.

Além de Sirlei Boiani, mais três estão presos no Presídio Regional de Concórdia. Um menor de iniciais J.S., prestou depoimento na Delegacia da Comarca, mas foi liberado. Foram indiciados, Claudemir Borstel, 25 anos, Ivonei Ficher, 23 anos e Ronei Streit, 19 anos.

Sirlei Boani, esteve na Rádio Aliança alguns dias após o crime. Ela clamou por justiça e emocionada disse que apesar dos desentendimentos que Maltauro tinha com algumas pessoas o crime violento não se justificava. (ouça o áudio)

Acusado confessou o crime

Um dos acusados de participar do assassinato de Emídio Maltauro, em Barra do Tigre, concedeu entrevista à Rádio Aliança e confessou que iria receber R$ 1 mil. Ronei Streit está recolhido no Presídio Regional de Concórdia desde sábado, dia 23, e explica que o dinheiro seria pago por um dos envolvidos no homicídio.

Streit confirma que antes do crime todos haviam ingerido bebida alcoólica em uma festa em Alto Bela Vista. Durante a madrugada, os quatro se deslocaram para Barra do Tigre, invadiram a casa e mataram a vítima. "Ele (vítima) não teve chance de se defender", conta.

Streit afirma que desferiu alguns tiros contra Maltauro e saiu do quarto. Segundo ele, o suposto cabeça do grupo concluiu o serviço e utilizando uma barra de ferro acertou a cabeça da vítima com vários golpes. "No dia seguinte eu me arrependi. Depois que o efeito da cerveja passou eu entrei em pânico", explica. De acordo com o Streit, após o crime ninguém mais do grupo chegou a conversar.

Outros depoimentos

A reportagem da Rádio Aliança também conseguiu conversar com um rapaz de 19 anos, que confessou ter participado do crime. Ele está em uma cela separada por medidas de segurança e arrependido. O jovem foi o primeiro a ser detido pela Polícia Civil, na sexta-feira, dia 22, em Alto Bela Vista. O nome ainda não foi revelado para não atrapalhar as investigações. Entretanto ele contou com detalhes como ocorreu o assassinato.

Na noite do crime, dia 2 de janeiro, ele e os outros três acusados estavam em Alto Bela Vista, onde participavam de um churrasco. Depois de terem ingerido certa quantia de bebida alcoólica, os quatro decidiram se deslocar para Barra do Tigre, onde matariam Maltauro, supostamente a pedido de uma outra pessoa. Segundo o que contou à reportagem, ele não queria participar do crime, mas como tinha conhecimento da intenção dos demais, foi ameaçado e forçado a ir junto.

O jovem disse ainda que só iria dirigir o veículo Corsa, utilizado na ação e acrescentou que chegando na comunidade de Barra do Tigre, o veículo foi estacionado em frente à residência da vítima para dar prosseguimento ao plano criminoso. Já eram 3h50 da manhã quando, armados com um revólver calibre 32, um pedaço de ferro de aproximadamente 60 centímetros, encapuzados e utilizando luvas, arrombaram a porta da casa.

De acordo com o acusado, foram desferidos cerca de cinco golpes na porta da residência e o grupo chegou a ficar assustado com o barulho. No entanto, dando sequência ao crime, os quatro invadiram o cômodo onde Maltauro dormia com o filho de 11 anos e desferiram tiros contra a vítima, que também foi agredida com uma barra de ferro. A face de Maltauro ficou completamente desfigurada e a perícia técnica teve dificuldades para identificar o número de perfurações na cabeça.

No momento em que ouviu o primeiro tiro, o jovem contou que saiu correndo da casa e foi até o veículo Corsa, onde esperou pelo comparsas. Ele ainda lembra que uma criança gritou no quarto chamando pelo pai. A ação durou cerca de três minutos e depois de fugir, todos foram novamente para Alto Bela Vista. O material utilizado no homicídio foi escondido no forro da casa do rapaz, o primeiro que foi preso pela Polícia Civil e confessou a barbárie.

O crime poderia ser perfeito se não fosse o peso na consciência. Durante os primeiros dias, o jovem contou que tinha dificuldades até mesmo para dormir, pois todas as noites lembrava da cena do crime. Ele mesmo teve a iniciativa de contar à esposa o que tinha ocorrido e disse onde estavam as armas do crime. O material foi entregue à Polícia Civil e o rapaz preso enquanto trabalha em uma empresa da cidade.

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