Oposição busca a vigança política contra Peliciolli
O advogado Emílio Gilmar Guerreiro, pela primeira vez se manifestou sobre a prisão que ex-prefeito de Peritiba, Joares Peliciolli. Ele disse que está ainda se inteirando da situação a anexando documento ao processo para tentar libertar Peliciolli do presídio regional de Concórdia. O ex-prefeito foi preso na semana passada por irregularidades na instalação de um loteamento com 18 unidades habitacionais.
Guerreiro se posiciona contra a prisão e afirma que "existe um pouco de exagero". Lembra que "a prisão é um ato violento e em nenhum momento Peliciolli atrapalhou o andamento do processo". Para o advogado de defesa, o ex-prefeito está sendo perseguido politicamente por seus opositores. "A batalha política municipal é a mais sangrenta das batalhas. Os sucessores querem a vingança política", pontua.
A prisão de Peliciolli ocorreu por determinação do judiciário local, após a conclusão de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) por parte da Câmara de Vereadores. Conforme Guerreiro, o ex-prefeito não foi condenado em nenhum processo e não teve chances de defesa em nenhum momento da CPI. "O Joares não teve a participação em nenhuma CPI e não deram possibilidade de defesa a ele", reitera.
O advogado reconhece que o ex-prefeito possa ter cometido algumas irregularidades administrativas, porém para favorecer a população do município e acabar com o déficit habitacional em Peritiba. "A atual administração recebeu o município sem nenhum déficit habitacional e poderia o prefeito ter assistido os moradores, ao invés de abandoná-los para cassar bandidos que não existem", reitera.
Acusações
Guerreiro também acusa o atual prefeito de Peritiba, Tarcisio Bervian, de cometer irregularidades, já que estava no poder entre 1997 e 2000, como vice do ex-prefeito Joares Peliciolli. "Ele também procedeu do modo que o Peliciolli", disse. Guerreiro ainda revela que "irregularidades administrativas em Peritiba chegam a ser corriqueiras e habitais na atual gestão".
Peliciolli continua no presídio regional de Concórdia aguardando uma decisão do Tribunal de Justiça de Santa Catarina. "O Joares não está tranquilo, mas tenho levado a ele a confiança da justiça", revela. Segundo Guerreiro, o ex-prefeito não se conforma com a prisão.