Para direção da Casan, presidente não firmou compromisso de estar em Concórdia
A polêmica da ausência da presidente da Casan, Roberta Mass dos Anjos, em Concórdia para uma reunião com a Administração Municipal ganhou um novo desdobramento. Na manhã desta quarta-feira, dia três, em entrevista a Rádio Aliança, a assessoria de comunicação estadual da companhia informou que a presidente nunca havia firmado compromisso de estar em Concórdia para a reunião nesta semana. Mas sim, a direção da empresa, através de seus diretores, sendo que alguns estiveram aqui.
Como foi informado por nós na Rádio Aliança, no último fim de semana, um release da própria prefeitura dava conta de que Roberta Mass dos Anjos estaria em Concórdia para, conforme o documento, se "reunir com a Administração Municipal para tentar evitar essa ação, que a prefeitura pretende construir com a sociedade". Inclusive, o retorno dela para Concórdia, pelo entendimento criado, devia-se ao Decreto de Situação de Emergência baixado na última semana e suas consequentes ações para minimizar os problemas de falta de água em Concórdia.
Porém, o assessor de comunicação da Casan, Ricardo Stefanelli, tratou logo de dizer que esse compromisso da presidente Roberta Mass dos Anjos, de estar na Capital do Trabalho nesta semana, ao contrário do que informou a Administração Municipal, não existiu.
O que pode ter acontecido? Na visão dele, um ruído de comunicação. Afinal de contas houve um contato entre a direção da Casan e a Prefeitura solicitando essa reunião, realizada na manhã da última segunda-feira. Entretanto, a vinda da presidente, não foi tratada.
Porém, esse fato gerou mais repercussão que as medidas que foram anunciadas pelos diretores da Casan. Tão logo veio a informação, da Prefeitura de Concórdia, de que a presidente Roberta Mass dos Anjos, viria para Capital do Trabalho, isso reverberou junto a opinião pública e estabeleceu a leitura de que a estatal estaria dando o “braço a torcer’ para as súplicas em busca da solução desse antigo problema no abastecimento de água.
Tão logo veio a informação de que ela não veio, passou a impressão de "desdém" para os problemas da cidade e isso também provocou reações. Tanto é que, em outro release, o prefeito Pacheco teria afirmado o fim de conversa com a Casan. Dando a entender de que uma saída seria buscada junto a comunidade.
Porém, conforme Stefanelli, essa decisão estaria sendo tomada, baseada em algo que não foi prometido pela presidente da estatal.
Fora isso, o assessor de comunicação da Casan reitera que a estatal já iniciou os trabalhos dentro daquilo que foi colocado à mesa na última reunião. Destaca que Concórdia, depois de Florianópolis, é o município que mais recebe investimentos da Casan e, claro, destacou a complexidade em que está inserido o sistema de abastecimento de água por aqui, como distância da área central dos locais de captação, mais relevo acidentado e rochoso, que criam outras dificuldades para a companhia.
Stefanelli não disse isso em entrevista à Rádio Aliança hoje pela parte da manhã. Mas deu a entender e concordo com ele! Essa polêmica instaurada em torno da não vinda da presidente da Casan, Roberta Mass dos Anjos, para Concórdia, agora eu vejo, foi desnecessária. Nós do jornalismo da Rádio Aliança, fazemos a mea culpa. Porém, a informação partiu da Prefeitura, portanto, um órgão oficial.
Temos que entender que a Casan não precisa de mais problemas. Ela já tem mais do que o suficiente aqui em Concórdia e está com dificuldades para resolvê-los.
Mas penso que faltou para a companhia um estreitamento maior com a mídia local. Digo isso porque todas as informações das ações que a Casan pretende colocar em prática vieram de outras fontes oficiais, como a Câmara de Vereadores e a Administração Municipal, não vieram diretamente da Casan. Se houvesse esse estreitamento antes, esses ruídos de comunicação não teriam acontecido e o enfoque do comentário hoje, seria outro.