Pendências com o HSF serão debatidas na Câmara de Vereadores
O anúncio do Hospital São Francisco de Concórdia da suspensão dos atendimentos eletivos, via Sistema Único de Saúde (SUS), repercutiu desde que a nota de comunicado foi enviada pela instituição hospitalar, na quarta-feira, 29. Devido à preocupação com uma das áreas mais necessárias e de maior demanda população, o assunto ganhou espaço na Câmara de Vereadores, que deve ampliar o debate e esclarecer dúvidas nas próximas sessões. Por iniciativa da Comissão Interna de Saúde, Educação, Cultura, esporte e Turismo, presidida pelo vereador Rogério Pacheco (PSDB) autoridades serão convidadas para abordar a questão e apontar as possibilidades para uma solução do impasse.
A suspensão dos atendimentos eletivos vem como uma forma de pressionar os governos para que uma dívida de mais de R$ 2 milhões seja quitada com o hospital. Na sessão de quarta-feira, o vereador Evandro Pegoraro (PT), líder do governo na Câmara, afirmou que a dívida não é do município, que é meramente repassador de recursos do governo do Estado e União. “O município é responsável pela gestão pela do SUS. Os atendimentos de média e alta complexidade são de responsabilidade do Estado e União. O munícipio cuida da atenção básica”, justificou Pegoraro.
Com o objetivo de fazer algum encaminhamento para contribuir com o processo e resolver o problema, Pacheco sugeriu o convite para as lideranças explicarem a situação no Legislativo. Assim, na sessão de quinta-feira, 30, o requerimento foi aprovado. Serão convidados o diretor geral do Hospital São Francisco, Edio Rosset, o secretário Regional, Fábio Ferri, presidente do Consórcio Intermunicipal de Saúde do Alto Uruguai Catarinense (CIS/Amauc), Kleber Nora, e o secretário Municipal de Saúde, Alessandro Vernize. A data da participação das lideranças ainda será determinada, conforme agenda dos participantes. (Fonte: Édila Souza/Ascom/CVC).