Prazo para médico de Joaçaba
A Polícia Civil de Joaçaba estabeleceu um prazo para que o médico, Sérgio Rodrigues Torrico, denunciado em dois processos por violação sexual mediante fraude, se apresente. São seis dias, até a próxima segunda-feira (22). Caso isso não aconteça, equipes de diversas comarcas deverão auxiliar no cumprimento do mandado de prisão, expedido juiz da comarca local, Ademir Wolf.
"Vamos aguardar até a próxima segunda-feira, porque pessoas da família garantiram que ele estará de volta do cruzeiro", explica Maurício Pretto, delegado de Polícia Civil. "Vamos confiar no que nos disseram. Caso isso não aconteça, serão acionados policiais de outras comarcas e a polícia vai a procura do médico, que já está cadastrado como foragido em todos os sistemas de segurança pública do país".
A polícia acredita que outras vítimas ainda devem formalizar denúncias. "As pessoas devem registrar denúncias, se houver mais vítimas. Quanto mais fatos, maior a condenação. Cada caso rende um processo e, no final, somam-se as penas. Além disso, o número de vítimas embasa ainda mais o processo", garante o delegado. "Fizemos buscas, mas o médico não foi encontrado nem no consultório, nem em casa".
Sobre um possível habeas corpus, que estaria sendo negociado, o delegado explica que o documento precisa ser analisado e deferido pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC). Segundo as denúncias, o médico teria praticado atos sexuais contra duas mulheres grávidas, uma em 2008 e outra em fevereiro deste ano. O Ministério Público (MP) aceitou as duas acusações e o médico figura como réu em ambos os processos, que dão conta do mesmo crime.
Uma denúncia também foi encaminhada ao Conselho Regional de Medicina (CRM), que garante que uma sindicância será aberta para apurar o caso. O médico deve ser intimado a esclarecer a denúncia. Se for comprovada, as penas variam de censura pública a cassação do registro profissional. O CRM considera que as acusações são graves e, se forem comprovadas, podem gerar a pena mais rígida.