Que a "virada na empresa", proferida por Pedro Parente, se concretize em breve
O fato do dia, nesta quinta-feira, dia quatro, em Concórdia, é a presença do presidente da BRF, Pedro Parente. Desde que assumiu a companhia em maio do ano passado, essa é a primeira visita que ele faz á unidade da empresa, que é berço da Sadia, uma das marcas que compõem o portfólio da BRF.
Logo no Aeroporto, em atendimento à imprensa, a tônica da fala do executivo é a virada na situação financeira da empresa, que em 2018, registrou o terceiro ano consecutivo de prejuízo. Só no terceiro trimestre, o desfalque foi de R$ 812 milhões.
Pelo tom, ele não veio anunciar investimentos para a unidade local, mas certamente trazer uma palavra de esperança de que a situação voltará a ser positiva para uma das maiores indústrias alimentícias do mundo.
A companhia nos últimos anos viveu o seu período crítico, que agora começa a dar sintomas de que pode melhorar. Essa fase difícil é fruto de operações como a Carne Fraca, que chamuscaram a credibilidade da companhia em nível mundial, sem falar nos embargos dos principais mercados de carne, que também afetaram a companhia e consequentemente seus resultados. Isso nunca foi falado abertamente, mas possíveis erros estratégicos de administração também podem ter influenciado.
Esperamos que a palavra de esperança, de virada na situação, proferida pelo presidente da BRF, Pedro Parente, seja concluída na prática. Trazendo para a nossa realidade, a unidade da empresa é a maior geradora de empregos e de receitas tributárias para Concórdia. Somente aí já se tem uma ideia da importância dessa empresa.
No que pese, a cidade já ter desenvolvido ou estar desenvolvendo outros segmentos econômicos, o agronegócio continua sendo o carro-chefe. E o principal pilar do agro aqui em Concórdia é a BRF. Em suma, se a empresa vai bem ou vai mal, a cidade invariavelmente acompanha a tendência.
Mas a relação da BRF com Concórdia vai além da econômica (geração de tributos) e social (geração de empregos). Ela também é sentimental. Afinal de contas, tem funcionários que dedicaram uma vida inteira de trabalho à empresa, construíram suas vidas, sustentados pela Sadia e hoje BRF. Muitas dessas pessoas, hoje, veem seus filhos ou netos também trabalhando na companhia e reforçando esse processo de identidade entre empresa e comunidade.
Apesar de ser uma empresa privada, a BRF é fechada e restrita no trato dos próprios assuntos com a opinião pública. É assim em qualquer companhia. Entretanto, tudo que se refere a empresa, gera interesse e os motivos já foram expostos.
Para concluir, não faltam razões para torcer pela recuperação da BRF, que hoje esboça sair do olho do furacão. Que a tão falada virada, proferida por Pedro Parente, hoje de manhã, em Concórdia, se concretize o mais rápido possível.