Saldo que prefeitura tem em caixa repercute em sessão da Câmara
Um dia depois da audiência pública para apresentação e avaliação do cumprimento das metas fiscais da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) do município, as cifras dominaram o debate na sessão da Câmara de Concórdia nesta quarta-feira (20). Situação e oposição explanaram sobre o saldo em caixa, os investimentos já realizados e os projetos que ainda merecem atenção.
O assunto foi levantado durante o grande expediente pelo vereador Evandro Pegoraro (PT). Ele falou sobre o dinheiro em caixa, que soma mais de R$ 62 milhões e teria, conforme revelado em audiência pelos representantes da Secretaria Municipal de Finanças, R$ 19 milhões livres, sem nenhum empenho.
“Esse caixa é alto e precisa fazer alguns investimentos. Ficamos dois nos com investimentos tímidos, foram segurados bastante, mas não é possível fazer tudo somente nos últimos dois anos”, afirma. “Os investimentos estimulam o desenvolvimento do município. Estimula a iniciativa privada a crescer também”.
Edno Gonçalves
Conforme o vereador Edno Gonçalves (PDT), os R$ 19 milhões em recursos livres para investimentos são muito significativos e há demandas urgentes da comunidade que poderiam ser resolvidas com este dinheiro. Na tribuna, ele falou ainda sobre a demora na realização de exames e outros procedimentos de saúde e também sobre os investimentos tímidos realizados pela gestão até agora. “Pedimos que de uma vez por todas a administração comece a fazer os investimentos, porque dinheiro tem”, diz.
Caitano fala sobre investimentos
O líder do governo na Câmara, Fabiano Caitano (PSDB), utilizou a tribuna para defender a retomada da capacidade de investimentos do município, que cumpriu as metas fiscais e segue com uma boa margem para resolver os problemas da comunidade. O vereador fez colocações contrárias às citações sobre tímidos investimentos da atual gestão e citou, somente na questão de obras, que 36 ruas com projeto de pavimentação em andamento no município.
Zanella cita melhorias
Também da base governista, o vereador Valcir Zanella (PSDB) disse que acompanha dia a dia os trabalhos e sabe do empenho de todos os setores. “Na educação, a maioria das escolas, Cmeis, parquinhos está sendo reformada. Na saúde, não faltam medicamentos de obrigação do município e muitas outras coisas que estão sendo feitas”, afirma.
Guzzatto relembra atrasos
Como presidente da Comissão de Finanças do Legislativo, o vereador Anderson Guzzatto (PR) também utilizou a tribuna para se manifestar sobre o assunto e citou obras que não foram realizadas na gestão passada. “São 74 obras do Orçamento Participativo que ficaram para trás. Ações que tinham sido decididas em 2012 e não foram realizadas”, diz. “Sabemos que faltam investimentos, faltou na gestão anterior e sempre vai faltar, porque as demandas são cada vez maiores.
Rizello fala em velha política
Fazendo oposição aos argumentos, o vereador André Rizelo (PT) fez críticas a alguns caminhos seguidos pela atual gestão. “Ficou muito claro que o jeito novo de governar trouxe para o município a velha política de fazer investimentos só nos últimos dois anos”, diz. “Converso com muitas pessoas e a indignação é grande. Se o município tem condições, porque não faz? Mutirão é importante, mas não precisa chegar a acumular tanto. Isso é politicagem que estão fazendo”.
Fretta quer mais atitude
Mauro Fretta (PSB), atual presidente do Legislativo, também usou a tribuna para falar sobre os números e explanou sobre números de superávit do Executivo, inclusive o que foi devolvido no ano passado pela Câmara de Vereadores, na ordem de R$ 815 mil e a venda da folha de pagamento ao Banco Itaú. “A administração municipal é igual uma bicicleta, tem que continuar pedalando para ela continuar andando. Parece que nos dois primeiros anos esqueceram de pedalar”, compara.
(Fonte: Daisy Trombetta/Ascom)