Secretário de Infraestrutura pode anunciar, hoje, uma solução para a SC 467
O assunto hoje novamente é a SC 467, que liga Ouro a Jaborá! A gente informou nos últimos dias o rompimento do contrato com a empresa Triunfo, que vinha executando o serviço e que gerou mal-estar em toda a região. E não é para menos! Afinal de contas é o segundo rompimento de contrato de uma mesma obra, sendo que na primeira, a paralisação durou mais de um ano, até que houvesse um novo desfecho.
Nessa tarde, o secretário de Estado da Infraestrutura, Carlos Hassler, estará em Jaborá para verificar o andamento da obra e conversar com as autoridades. Pelo que a reportagem da Rádio Aliança apurou, a visita também poderá ser revestida de uma boa notícia. As obras da SC 467, entre Jaborá e Ouro podem não vão ficar paradas por muito tempo. Informações de bastidores dão conta de que o Deinfra já teria conversado com a empreiteira segunda colocada no processo licitatório, vencido pela Triunfo. E esta empresa, a Planaterra, aceitou continuar os trabalhos de construção dos 32 quilômetros dessa rodovia. Isso deverá ser anunciado hoje a tarde pelo secretário de Estado da Infraestrutura, Carlos Hassler!
Conforme levantado pela Rádio Aliança, a empreiteira Planaterra teria dito sim para os valores de R$ 15 milhões em obras para terminar o serviço, que já dura aproximadamente cinco anos.
O que pode impedir esse anúncio é a cautela. No meu ponto de vista, não é um procedimento simples. Por se tratar de um empreendimento com recursos advindos de financiamento internacional, é preciso que haja a "benção" do Banco Interamericano de Desenvolvimento, o BID. Entre Deinfra e Planaterra, tudo certo! Só faltaria o aval positivo do órgão financiador, que deve ser confirmado nos próximos dias.
Mesmo ainda faltando o aval do BID, o fato da empresa Planaterra aceitar assumir o trabalho que estava em andamento é um alento para Jaborá e Ouro, municípios beneficiados diretamente com essa rodovia. Afinal de contas, depois de dificuldades de toda ordem com a empreiteira Monteadriano, que protagonizou o primeiro rompimento de contrato lá em 2016; da paralisação de mais de um ano dos trabalhos até a definição da empresa Triunfo e, por fim, depois dos problemas de atraso no cronograma que determinaram o segundo rompimento de contrato, dá para concluir que o possível anúncio a ser dado hoje à tarde deverá soar como música aos ouvidos dessas duas comunidades.
Vou além! Essa obra era para estar pronta, há muito tempo! Os problemas que até aqui existiram são frutos, em proporções maiores ou menores, de um sistema que é ineficiente e precisa ser revisto. O Deinfra e sua coleção de presidentes, que passou pelo comando do órgão, também tem culpa no cartório. Afinal de contas, como um órgão que também tem a incumbência de fiscalizar a execução de obras públicas de infraestrutura deixa a situação chegar nesse ponto? Com a resposta, as autoridades! De preferência, resposta prática na mudança desse sistema de contratação, execução e fiscalização de obras públicas. Sistema que é moroso e ineficiente.