Servidores coagidos
O impasse sobre o comando da Câmara de Vereadores de Irani ganha mais um capítulo. Desta vez os servidores da Casa de Leis suspenderam as atividades de expediente. A decisão foi tomada por nota, enviada à imprensa, no final da tarde de ontem.
Tudo isso por causa da polêmica provocada pela eleição, que conduziu o vereador João Guerreiro, do PMDB, para o comando da Câmara de Vereadores, na última semana. Conforme já apurado pela Rádio Aliança, ele assumiria no lugar do parlamentar Ozaide da Rocha, do PSDB. A alegação era de que Ozaide teria renunciado ao cargo de presidente da Câmara de Vereadores, no dia 30 de dezembro e voltado de sua decisão por causa de um choque de Leis. Esse entendimento não foi o mesmo da oposição que realizou eleição e conduziu João Guerreiro para esse mesmo cargo. Porém Ozaide da Rocha alegou que a sua renúncia não havia sido lida em plenário, fazendo com que a permanência do mesmo na presidência fosse legal.
O documento enviado pelos servidores aponta que há duplicidade de comando, sendo que ninguém sabe quem é o legítimo comandante da mesa diretora e que as orientações dos referidos presidentes se contradizem, deixando os servidores numa situação constrangedora. Os trabalhadores também relatam que foram coagidos e ameaçados de retaliação caso não atendessem as ordens dos referidos presidentes. Na nota, os trabalhadores analisam a situação como de alta insegurança jurídica. Além de suspender as atividades legislativas, os servidores também pedem uma manifestação do Poder Judiciário sobre esse caso.
Judiciário
O presidente da Câmara de Vereadores de Irani, Ozaide da Rocha, protocolou ontem junto ao judiciário de Concórdia uma demanda judicial que pede uma definição sobre a situação que envolve o Legislativo Municipal. Ozaide da Rocha ou João Guerreiro. Os dois estão respondendo como presidente da Câmara de Vereadores depois da eleição polêmica.